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Teu Coração é Uma Dor Sozinha

SKU: 978-65-84634-97-8-1

R$69,90

Livro em Pré-venda até 10 de Setembro
Previsão de saída: A partir de Setembro

Teu Coração é Uma Dor Sozinha

Nascer é isso: estamos sós e isso nos acompanha por toda a vida”. A solidão, aqui, assume uma dimensão existencial, como um retrato da organização da vida nas cidades, das distâncias que nos opõem e da fuga ao litoral. Nesse livro, dividido em duas partes, a poesia assume a forma de uma melancolia assistida de longe, que, somada à filosofia que se busca imprimir aos versos, dá a real dimensão dos fatos: a solidão é um percurso.

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Descrição

Autor

Murilo Velludo Ferreira

Páginas

96

Gênero

Poesia

Formato

Capa Dura

ISBN

9786584634930

 

“Nascer é isso: estamos sós e isso nos acompanha por toda a vida”. A solidão, aqui, assume uma dimensão existencial, como um retrato da organização da vida nas cidades, das distâncias que nos opõem e da fuga ao litoral. Nesse livro, dividido em duas partes, a poesia assume a forma de uma melancolia assistida de longe, que, somada à filosofia que se busca imprimir aos versos, dá a real dimensão dos fatos: a solidão é um percurso.

“TEU CORAÇÃO é uma entrega, uma busca, uma revelação: poeta (dos bons) é aquele capaz de inaugurar palavras e desejos a partir da observação atenta das coisas. Murilo aqui se consagra como poeta-filósofo. Ao lançar luz (ainda que de fininho, pelas frestas) sobre o drama existencial, nos revela caminhos de sol e a redenção dos encontros – com os outros, com o mar”
Julia Pantin

 

TODOS OS CORPOS QUE ORBITAM O SOL


Todos os corpos que orbitam o sol
De uma forma ou outra
Se chocam no espaço
Sem nada que os impeça de negar suas elipses

Todos os corpos que orbitam o sol
Circundam também o meu rosto
Exercem sobre mim vontades invisíveis
E amanhã não existirá mais nada
Nada que não seja esse cansaço
Arrastado

Todos os corpos que orbitam o sol
Unidos pelas mesmas vertigens
Ou por modulações nas luzes
Equilibrando o universo
Nas pontas dos dedos

Todos os corpos que orbitam o sol
Alheios ao seu calor
Como a criança que fui
Na esquina
Soprando segredos
Passam desapercebidos
E partilham seu ser sozinho

Todos os corpos que orbitam o sol
Recíprocos
E calados na chuva
Sem saber
Que amanhã não existirá mais nada

Para podermos acordar
Mais uma vez atrasados
E com pressa
E sem fome
Do repentino
De nada

Todos os corpos que orbitam o sol
Ao acordarem as coisas
Altamente empenhados em nascerem o dia
Que quase sempre acaba atrasado
Cansado e arrastado

Todos os corpos que orbitam o sol
Circundam também o meu rosto
Sem se fazerem percebidos
Sem rastro de estrondos ou ruídos
.
.
.
Tudo isso se rende a uma única verdade:
Eu não sinto o sol queimar sob a minha pele

Informação adicional

Peso 130 g
Dimensões 16 × 23 × 5 cm
Autores