Capa de A falta é um latido alto demais para ignorar
A falta é um latido alto demais para ignorar · Caio Miranda Press release

"A falta é um latido alto demais para ignorar": obra poética cartografa a polifonia do desamparo contemporâneo

Uma polifonia de vozes que desafia as convenções da escrita para traduzir o silêncio e o eco das lacunas afetivas contemporâneas.

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A obra poética A Falta é um Latido Alto Demais para Ignorar está sendo lançada ao público com uma proposta centrada na investigação da ausência na vida cotidiana. O livro utiliza a linguagem lírica para cartografar os vazios ordinários que marcam a experiência contemporânea, apresentando poemas que buscam nomear o sentimento de incompletude. A premissa central gira em torno da incapacidade humana de preencher totalmente as lacunas afetivas e existenciais que surgem no dia a dia.

A relevância do volume estabelece-se na articulação do amor romântico com outras dimensões de isolamento e desamparo. A narrativa poética conecta as crises amorosas a carências estruturais do cotidiano, como a falta de afeto no ambiente familiar, as falhas severas de comunicação interpessoal e a desolação no contexto profissional. Essa tecedura temática confere ao livro um diferencial crítico, ao demonstrar que a falta amorosa não ocorre no vácuo, mas se soma a outras pressões sociais e institucionais.

O conteúdo da obra revela-se por meio de uma polifonia de vozes líricas que se revezam na condução dos versos. Os poemas desprendem-se de papéis fixos e identidades rígidas, alternando perspectivas que confundem o sujeito e o objeto da dor. Essa indefinição manifesta-se em trechos que assumem múltiplos nomes e encenações no espaço urbano, evidenciando as flutuações do eu lírico diante do outro.

A contradição funciona como o motor do enredo poético, estruturado em torno da ideia de um depois em permanente reconstrução. O tempo nos poemas não segue uma cronologia linear; ele opera em ciclos nos quais o término e a perda só se tornam compreensíveis quando são processados como um passado refeito. Os conflitos se desenvolvem nessa zona de incerteza, onde o sujeito lírico tateia as ruínas de relações antigas enquanto tenta restabelecer o próprio presente.

Do ponto de vista formal, a obra apoia-se em recursos de movimento e repetição para traduzir a agonia da ausência. O ritmo do livro alterna momentos de grande expansão com momentos de compressão gráfica, nos quais as palavras se acumulam nos cantos das páginas para simular distâncias físicas e silêncios. A reincidência de certos termos e conexões distantes gera um efeito de eco que acentua a sensação de repetição obsessiva descrita nos versos.

O leitor encontrará nas páginas um texto de perfil denso, reflexivo e formalmente experimental, adequado ao público interessado em poesia contemporânea de forte apelo estético. O livro evita resoluções fáceis e encerra sua trajetória mantendo as interrogações abertas sobre os limites da comunicação e a permanência do sofrimento. As características intrínsecas da obra sustentam uma proposta de leitura voltada ao questionamento da linguagem como ferramenta de autoconhecimento

Sobre a obra

Gênero
Poesia
Selo
Mondru
Lançamento
13/08/2026
ISBN
A caminho
Preço de capa
R$ 59,90

"A falta é um latido alto demais para ignorar" é um livro de poesia que explora os diversos sentidos da falta na vida cotidiana. O amor romântico, sobretudo, perpassa outras ausências como o afeto familiar, a falta de comunicação nas relações e o desamparo no contexto profissional. Do ponto de vista da forma, ele explora o movimento e a repetição. O livro assume uma polifonia de vozes sem nenhum medo de se desprender dos papéis que assumiu. Daí a contradição que comparece ao longo do livro como um depois sempre em reconstrução e da qual nunca se sabe até ser de fato passado refeito.

Citações

“Amei porque ele era eu A palavra é a palavra viva diga mentira alguma por muito tempo e veja ao redor roer a lenha da verdade que agora pulsa sob o medo de sumir voar e bater de cara vai que do nada te contam o que é que falta entre o passado rasto e aquele futuro elevado ronda oposta do erro que mais fazem a gente se encontrar”

“Conhecer o Caio foi uma grata surpresa. Dois jovens adentrando um universo novo, acreditando já ter superado o maior dos desafios: chegar até ali. Ledo engano. De lá para cá, os desafios foram incontáveis e, em meio a tantos, a minha admiração por ele só aumenta. Em um mundo onde as pessoas correm a todo instante, encontrar alguém que te ouça, te olhe nos olhos e sinta a sua dor é uma raridade para muitos, mas não para mim, eu tenho o Caio. Ele é exatamente essa pessoa. Alguém sensível, que encontrou nas palavras abrigo e resiliência para transformar a dor em poesia. Este livro é a representação perfeita de quem ele é, da sua coragem e resistência diante das dificuldades que insistem em surgir no seu caminho. Fui impactada pelos seus poemas e estou ansiosa para que tantas outras pessoas encontrem, em seus versos, reflexão, força e coragem para prosseguir. Adriana Aguiar”

Sobre a autoria

Foto de Caio Miranda

Caio Miranda

Sou Caio Miranda, estudante e explorador das Letras. Há 27 anos nasci e moro na Zona Leste de

São Paulo - SP. Sempre tive a escrita como mediação para enxergar e entender o mundo e as coisas. Escrevi três livros, Cor-ação fere-no em 2017, meu primeiro livro de poesia, Sertão-Mar, que saiu em 2021 pela Editora Nua, e Evoé que saiu ano passado pela editora Patuá. Minha poesia nasce aos poucos em meio às durezas da vida e por isso mesmo é uma escrita que mostra-se como um mosaico para diferentes olhares e formas de existir do corpo e da palavra. Daí a reversibilidade, a ambiguidade e a preocupação com a forma e as texturas das palavras que tornao próximopasso imprevisível.

Ficha técnica

AutoriaCaio Miranda
EditorJeferson Barbosa@jeferson3barbosa
Capa e projeto gráficoJeferson Barbosa@jeferson3barbosa
Coordenação editorialJuliana Matos@juliana3matos
Assistente editorialKhálysto Soares@khalysto.soares

Contato

Imprensa: imprensa@mondru.com
Site: mondru.com/livros/a-falta-e-um-latido-alto-demais-para-ignorar/