Capa de Por que as borboletas voam em bando?
Por que as borboletas voam em bando? · Flávio Augusto Press release

A poesia da sobrevivência: Flávio Augusto lança obra que une linguística, história e a natureza gregária humana

A cronologia de uma alma que nasce, vive e morre no intervalo de um dia

PDF

A editora Mondru apresenta o lançamento de Por que as Borboletas Voam em Bando?, a nova obra de Flávio Augusto, que chega ao mercado literário desafiando classificações tradicionais ao mesclar poesia, ensaio histórico e manifesto ambientalista. O livro parte de uma premissa biológica para explorar a condição humana: assim como as borboletas, cuja existência depende de inter-relacionamentos grupais, os seres humanos são inerentemente gregários, sendo a vida solitária contrária à sua natureza. A obra destaca-se por sua estrutura inovadora, utilizando o verso livre e uma narrativa fluida — que o autor compara à criação de "hyperlinks" mentais — para conectar temas aparentemente distintos, como a evolução da linguagem, a política internacional e a entomologia.

Uma das grandes qualidades da narrativa é a sua profunda investigação sobre a linguagem como o traço distintivo da humanidade, permitindo a construção de códigos éticos e a expressão da identidade. O autor dedica uma parte substancial do texto à exaltação da língua portuguesa, a "última flor do Lácio", traçando sua genealogia desde o tronco indo-europeu e a conquista romana da Península Ibérica até a sua expansão global e fusão com dialetos indígenas e africanos no Brasil. É nesse contexto que Augusto resgata a beleza vocabular do termo tupi-guarani "panapaná" — o coletivo de borboletas — que serve como metáfora central para a tese do livro sobre a coletividade.

A inovação da obra reside na coragem de transitar do lirismo para a crítica social contundente. Flávio Augusto não se furta a denunciar as cicatrizes do colonialismo e do nacionalismo exacerbado, tecendo críticas severas ao imperialismo britânico e expondo as feridas abertas das escolas residenciais canadenses, onde milhares de crianças indígenas pereceram sob a tutela do Estado e da Igreja. O texto conecta essas tragédias históricas a problemas contemporâneos brasileiros, como o desastre climático no Rio Grande do Sul e a devastação social causada pelo vício em apostas esportivas ("bets"), demonstrando uma narrativa engajada e atual.

No cerne ambiental da obra, o autor utiliza a biografia da borboleta-monarca (Danaus plexippus) para ilustrar a fragilidade e a resistência da vida. O livro detalha a impressionante migração transgeracional desses insetos entre o Canadá e o México, alertando para o risco de extinção causado pelas mudanças climáticas e pelo uso de agrotóxicos que eliminam as asclepias, plantas essenciais para sua sobrevivência. A borboleta torna-se, assim, um símbolo poderoso de transformação e perseverança, cujos desafios de sobrevivência espelham as ameaças enfrentadas por populações humanas marginalizadas, como os Yanomami.

O lançamento de Por que as Borboletas Voam em Bando? justifica-se como um apelo ao bom senso em tempos de incerteza. Ao apresentar o "imago" (fase adulta da borboleta) como representação do futuro, Flávio Augusto conclui com uma mensagem de esperança fundamentada na cooperação: a sobrevivência da espécie humana, tal qual a das borboletas, depende de reconhecermos que "voamos em bando". Trata-se de uma leitura essencial para quem busca compreender as conexões invisíveis entre a palavra, a história e a natureza.

Sobre a obra

Gênero
Poesia
Selo
Mondru
Páginas
124
Formato
14 × 21 cm
Lançamento
30/01/2026
ISBN
978-65-6042-278-0
Preço de capa
R$ 59,90

Em Por que as Borboletas Voam em Bando?, Flávio Augusto entrelaça poesia, história e crítica social para explorar a natureza gregária da humanidade, traçando um paralelo com a estratégia de sobrevivência das borboletas-monarcas, cuja existência depende de inter-relacionamentos grupais. A obra investiga a evolução da linguagem e a formação histórica da língua portuguesa — celebrando o termo tupi “panapaná” — ao mesmo tempo em que denuncia as cicatrizes do imperialismo britânico, o genocídio indígena nas escolas residenciais canadenses e a iminência de colapsos ambientais. Por meio de uma narrativa que conecta a entomologia à geopolítica, o livro propõe que a resistência e o futuro da espécie humana, tal qual a das borboletas ameaçadas, residem na cooperação coletiva e no resgate do bom senso.

Citações

“As borboletas voam em bando pelas mesmas razões que tornaram os humanos seres gregários. A vida solitária e isolada é contrária à sua natureza. A existência e a subsistência das borboletas – assim como ocorre com os seres humanos – dependem dos inter-relacionamentos grupais. O gregarismo é uma estratégia protetora para minimizar a fragilidade física do indivíduo, que resta fortalecido ao se agrupar em populações mais ou menos estruturadas.”

“mas nenhum desses substantivos coletivos se assemelha em beleza a panapaná talvez porque as borboletas sejam dos únicos animais na natureza que possuem passado ovo e larva ou lagarta presente pupa ou crisálida e futuro imago.”

“Se pudéssemos alcançar um CONSENSO sobre o que está matando em nós a aptidão para desenvolvermos sentimentos, crenças, propósitos e conhecimentos verdadeiros, úteis e bons, a despeito da facilidade com que temos dominado o uso da comunicação de massa, do engajamento, da monetização do conteúdo e da otimização do discurso por meio de algoritmos, no jazigo de nossas aspirações, enquanto seres humanos, uma lápide viável e autoexplicativa poderia conter a seguinte inscrição: AQUI JAZ O BOM SENSO”

Sobre a autoria

Foto de Flávio Augusto

Flávio Augusto

Flávio Augusto nasceu em Maringá (PR), em 1962. Na juventude, fez parte de vários coletivos de autores iniciantes e publicou seus poemas em edições próprias, mimeografadas. Desse período, destaca-se o livreto POEMETADES DESENCONTRADAS NO VERSO, de 1982. Depois de 35 anos no mercado financeiro, retomou sua produção literária e publicou, em 2022, pela Editora Pedregulho, o livro de poemas POR MAIS QUE POSSA PARECER AMBÍGUO, e, em 2024, pela Editora Urutau, a narrativa em versos O CULTIVO DAS DESMEMÓRIAS. É seu primeiro livro pela Mondru.

Ficha técnica

AutoriaFlávio Augusto
EditorJeferson Barbosa@jeferson3barbosa
Coordenação editorialJuliana Matos@juliana3matos
Assistente editorialKhálysto Soares@khalysto.soares
RevisãoMatheus Mitre@mmitretayar

Contato

Imprensa: imprensa@mondru.com
Site: mondru.com/livros/por-que-as-borboletas-voam-em-bando/