O poeta Jurandir Junior apresenta sua nova obra, "Verve", um conjunto de haicais que capturam a essência da natureza em meio à selva de concreto. O livro, dedicado àqueles que lhe inspiram, é fruto de uma busca pessoal por momentos poéticos no cotidiano, revelando a sensibilidade do autor em encontrar beleza nos lugares mais inesperados.
A obra se destaca pela sinceridade com que o autor se entrega à forma do haicai, utilizando a concisão e a simplicidade para transmitir sentimentos profundos. Inspirado por mestres como Matsuo Bashō, Jurandir Junior não se prende à rigidez da forma tradicional, imprimindo sua própria voz ao gênero. Através de versos curtos e imagens marcantes, o leitor é convidado a contemplar a natureza que se manifesta em flores de ipê, no canto dos pássaros e no vento que sopra entre os prédios.
A narrativa de "Verve" se desenrola como um passeio pela cidade, onde o poeta, como um "menino-traça urbano", busca refúgio nas brechas de verde que encontra. A obra explora a relação do homem com o ambiente urbano, retratando a nostalgia da natureza e a busca por conexão com o mundo natural em meio à voracidade da cidade. O livro é permeado por uma atmosfera melancólica, que expressa a saudade dos espaços verdes e a dificuldade de encontrar paz interior em meio ao caos urbano.
A publicação de "Verve" marca um passo importante na trajetória de Jurandir Junior, consolidando seu estilo singular e sua capacidade de transformar o ordinário em poesia. Com uma linguagem acessível e temas universais, "Verve" promete cativar leitores de diferentes estilos e gerações.
Sobre a obra
- Gênero
- Poesia
- Selo
- Mondru
- Páginas
- 116
- Formato
- 14 × 21 cm
- Lançamento
- 02/10/2024
- ISBN
- 978-65-6042-111-0
- Preço de capa
- R$ 49,90
"sensibilidade aflorada —/ é o poeta/ desabrochando" - assim se inicia o processo de busca pelo eu-lírico, às custas da materialidade do autor largado às traças na floresta de concreto onde (sobre)vive. entre a permanência das fases da lua e o rasgar-se em poema, a tristeza lhe faz companhia e os haicais - os menores poemas do mundo - registram a experiência de procura pela VERVE, a matéria-viva da vida. talvez a miudeza da forma tenha sido o motor elementar de expressão dos sentimentos colossais, dentre os quais solidão e saudade, que, fisgadas por imagens inventivas, encontram na natureza ressonâncias poéticas.
Citações
“Sua fuga é a saudade dos instantes poéticos enraizados na memória, seu retorno é o reconhecimento de raízes no asfalto da cidade. Entre um e outro, inventa-se na tristeza cinza e no verde onírico, encontrando, na concisão da métrica japonesa, e na liberdade de subvertê-la, a verve capaz de germinar as antinomias de seu ânimo diante do enigma da matéria-prima da vida. Ao buscar sabedoria do outro lado do mundo, descobriu-se estrangeiro na própria pele, esta um solo fértil ao plantio das estrangeiridades de dentro, à maneira do sol, que convida a terra a um abraço pela planta que sobrevirá, a saudar no poema a brutal indiferença do tempo.”
Sobre a autoria
Jurandir Junior
@ilusaodeserjurandir junior é escritor por condição e psicanalista por escolha. Há anos trama a escritura em sua vida, através de poemas, contos, crônicas e outros escritos. Cresceu em Goiânia-GO, cidade dos pares antinômicos. VERVE é o primeiro rebento.
Ficha técnica
| Autoria | Jurandir Junior | @ilusaodeser |
|---|---|---|
| Editor | Jeferson Barbosa | @jeferson3barbosa |
| Capa e projeto gráfico | Jeferson Barbosa | @jeferson3barbosa |
| Coordenação editorial | Juliana Matos | @juliana3matos |
| Assistente editorial | Augusto Oliveira | |
| Revisão | Matheus Mitre | @mmitretayar |
Contato
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