Capa de Barbarismos Universais
Barbarismos Universais · J. L. Silva Press release

"Barbarismos Universais": a poesia insurgente de J. L. Silva desafia o lirismo comedido

Do caos interior à contramão das palavras comedidas

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"Barbarismos Universais", a obra poética de J. L. Silva, emerge no cenário literário como um manifesto audacioso e necessário. Esta coletânea não apenas apresenta um autor de voz singular, mas também se estabelece como um convite à reflexão sobre a própria essência da poesia e da existência humana.

J. L. Silva posiciona-se em "Barbarismos Universais" como um verdadeiro abolicionista das convenções líricas, rejeitando o "lirismo funcionário público" e as "palavras bonitas" que não traduzem a alma. Sua "Poética Desmedida" declara não se enquadrar em estilos pré-definidos, nem no nicho de poetas que "versam palavras e marketing". O autor anseia por uma poesia que seja "libertação", preferindo o "lirismo dos loucos / O lirismo dos bêbedos" e abraçando "todas as palavras sobretudo os barbarismos universais" e "todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção". Essa postura inovadora culmina em uma narrativa crua e profundamente honesta.

A obra se destaca pela qualidade de sua narrativa íntima e visceral, explorando as profundezas da dor, da tristeza e da solidão. Poemas como "Poeta das Misérias" e "Poesia Cruel" revelam um autor que usa a escrita como "poesiaterapia", um "anestésico para os horrores e as dores da vida". Silva assume a alcunha de "poeta assassino de meus poucos e pobres leitores", que dispara palavras como "rajadas de balas", não para agradar, mas para ferir e confrontar, evidenciando uma inovação na forma como a poesia pode ser uma arma potente e transformadora.

A personagem poética de J. L. Silva é a de um "sujeito obscuro", um "poeta que anda armado" e que se autodenomina "louco, vagabundo, poeta irracional". Ele "ama a dor" e a "tristeza", transformando cada sofrimento em tinta para sua pena. Essa abordagem destemida e autêntica confere à obra uma qualidade rara na literatura contemporânea: a coragem de expor as "verdades mais intragáveis, ocultas os tabus sociais mais indigestos, censuras e os barbarismos universais que, comumente, causam tensão receio, medo, raiva, preconceito e repulsa".

Além de sua força lírica, "Barbarismos Universais" também oferece uma crítica incisiva ao cenário literário atual. Silva questiona a busca por engajamento e a comercialização da arte, como se a poesia devesse "viralizar" ou ser otimizada para "Search Engine Optimization". Ele expressa desdém pelos "poetizos de internet que gravam mensagens em vídeos para propagarem mensagens de positivismos", defendendo que "com a palavra não se faz mais arte, não se faz mais nada pois, atualmente, com a palavra somente se empreende". Essa perspicaz reflexão sobre o impacto do mundo digital na literatura adiciona uma camada de relevância e inovação à obra.

"Barbarismos Universais" não é apenas mais um livro de poemas. É uma declaração de guerra contra a mediocridade, um mergulho profundo nas fissuras da alma humana e uma interrogação sobre o papel da arte em um mundo cada vez mais superficial. J. L. Silva, com sua linguagem direta e por vezes chocante, convida o leitor a uma jornada que expande "o lirismo das coisas mórbidas e ínfimas que nos coabitam", revelando que a "Literatura não é dom Literatura é sina".

A obra de J. L. Silva é um convite irrecusável para aqueles que buscam uma poesia sem amarras, que questiona, provoca e liberta. "Barbarismos Universais" promete não apenas ser lida, mas sentida, deixando marcas indeléveis em cada coração que se permita ser atingido por suas "palavras difíceis de engolir", solidificando seu lugar como um marco de autenticidade e rebeldia na poesia brasileira contemporânea.

Sobre a obra

Gênero
Poesia
Selo
Mondru
Páginas
384
Formato
14 × 21 cm
Lançamento
17/09/2025
ISBN
978-65-6042-148-6
Preço de capa
R$ 69,90

“Barbarismos Universais” é uma antologia poética que nos conduz a uma jornada emocionante e

provocativa no universo da literatura. A tese principal desta obra gira em torno da luta pela liberdade de

expressão poética, explorando uma visão libertária e anticonvencional da poesia.

Nesse contexto, os textos que vão se apresentando em cada nova página deste livro, desafiam as

formas tradicionais e o lirismo “bem-comportado”, dando voz a uma poesia bruta, excêntrica e

intensamente pessoal, fatores que concedem a esta coletânea uma originalidade poética cativante.

Os poemas abordam temas variados, porém, bastante pertinentes, como, por exemplo: a rejeição do

lirismo burocrático; a celebração da embriaguez e da loucura das almas líricas; metalinguagens acerca

do fazer poético; a conexão com a natureza; o amor em suas mais diferentes formas e contextos; as

questões existenciais humanas; entre outras coisas.

A partir disso, “Barbarismos Universais” nos convida a mergulhar numa experiência literária singular,

profunda e impactante.

Citações

“Barbarismos Universais" é uma obra que merece ser amplamente divulgada e apreciada. Sua abordagem inovadora, seu domínio da linguagem poética e seu engajamento com questões universais da condição humana lhe conferem um valor literário inestimável, que certamente irá entusiasmar e catalisar os leitores em busca de uma experiência literária transformadora, bem como enriquecer o panorama da poesia brasileira contemporânea. Em “Barbarismos Universais”, J. L. Silva demonstra ter um estilo de escrita original e ser dono de um lirismo desafiador, tanto por desenvolver textos com vozes poéticas marcantes como por sua abordagem temática provocativa e o uso criativo e sofisticado da linguagem, que explora jogos de palavras, ritmos, neologismos e construções sintáticas inovadoras, elevando a obra a um nível de sofisticação e originalidade notável. Além disso, Silva é detentor de escrita forte e afiada, altamente subjetiva, irreverente e, por vezes, desconcertante; mas sempre refletindo a temática de liberação poética proposta.”

Sobre a autoria

Foto de J. L. Silva

J. L. Silva

@j.lennonsmith

J. L. Silva nasceu em 6 de março de 1990, na cidade de São Paulo (SP); porém, atualmente reside em Sorocaba (SP). É professor, jornalista, produtor e multiartista, pois atua em diferentes áreas e linguagens artísticas. Autor de diversos livros, tais como: Velhos Suicidas (2016), Idiotas Felizes (2018), Versos Estrelas (2019), A Bruxa de Itaquera (2021), Seio Poético (2022) etc. Em seu currículo, constam muitos cursos de especialização em cultura e literatura. Além disso, possui vários textos, obras e projetos artísticos premiados em concursos.

Ficha técnica

AutoriaJ. L. Silva@j.lennonsmith
EditorJeferson Barbosa@jeferson3barbosa
Capa e projeto gráficoJeferson Barbosa@jeferson3barbosa
Coordenação editorialJuliana Matos@juliana3matos
Assistente editorialAugusto Oliveira
RevisãoCaio Henrique Solla

Contato

Imprensa: imprensa@mondru.com
Site: mondru.com/livros/barbarismos-universais/