Capa de O som das fechaduras
O som das fechaduras · Clara Valverde Press release

"O Som das Fechaduras": Poesia Feminina que Rompe Cadeados e Ressignifica Dores

Mergulhando nas profundezas do eu, renascendo como fênix e vestida de sua própria essência

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A cena literária ganha um novo e potente nome com a estreia de Clara Valverde e seu livro de poesia, "O som das fechaduras", publicado pela Mondru Editora. A obra, que já chama atenção pelo título instigante, mergulha no universo feminino com uma abordagem singular e revolucionária. A autora, mineira de Divinópolis, professora e artista, usa a poesia como ferramenta para explorar a urgência da reflexão sobre o corpo e os desejos da mulher no século XXI. Clara não apenas interpreta, mas também representa os caminhos percorridos pelas mulheres contemporâneas, mostrando como o sistema político e social afeta seus corpos e suas vidas.

Escritos em fluxo de consciência e com um olhar diverso e questionador, os poemas de "O som das fechaduras" convidam o leitor a trancar e destrancar portas da realidade e da fantasia de si, tecendo ciclos de re-existência, resignificação, novos caminhos e encontros. A obra não teme abordar temas como a maternidade, o feminismo, a arte e as diversas formas de amar, sem se furtar de tratar de decepções e vivências comuns ao cotidiano feminino. A autora explora a imposição do amor romântico e as dores causadas por relacionamentos abusivos, temas que a própria autora denomina como "cadeados que temos que romper".

A originalidade da obra reside na combinação entre a sensibilidade poética e a força da expressão. A autora busca assertividade e expressão forte, evitando tudo que soe romântico, fofo ou delicado. Essa postura se reflete na escolha de temas que são tratados com franqueza e sem tabus, como o corpo feminino, a nudez e o sangue, em especial no poema “Carmim”. A obra se utiliza de metáforas impactantes para falar sobre as experiências femininas, como por exemplo, “rachaduras passadas só movem moinhos de vento”, a força feminina como “grande felina”, a ideia de “trocar de pele” e “rever os ossos” para se colocar no lugar.

O livro é uma jornada de autodescoberta, que passa por dores, perdas, recomeços e reinvenções. Os poemas revelam a voz de uma mulher que se reinventa em cada verso, que se lança ao infinito e se reforma, em uma busca constante por se conhecer melhor. Em sua escrita, Clara Valverde não se furta de expor suas vulnerabilidades e angústias, mas também sua força e determinação, em poemas como "Levante". "O som das fechaduras" é um convite à reflexão sobre os papéis da mulher na sociedade, um grito por liberdade e igualdade. É um livro que nos lembra que é possível transformar a dor em poesia, os silêncios em palavras e as lágrimas em força motriz.

A autora demonstra através de sua poesia o desejo de romper com as convenções e amarras sociais. Ela também fala sobre a importância de se libertar dos julgamentos e achismos dos outros, buscando a própria verdade e autenticidade. Clara busca ressignificar as experiências do passado, quebrando ciclos de dor e opressão. A autora propõe o amor como caminho para a transformação, o amor próprio, e o amor ao outro, um amor que liberta e não aprisiona.

Sobre a obra

Gênero
Poesia
Selo
Mondru
Páginas
72
Formato
14 × 21 cm
Lançamento
30/01/2025
ISBN
978-65-6042-124-0
Preço de capa
R$ 54,90

"O som das fechaduras", de Clara Valverde, é um livro que aborda a urgência da mulher refletir sobre seu corpo e desejos no nosso século. Por meio da poesia, a obra trabalha os trajetos percorridos pelas mulheres contemporâneas tendo em vista como o sistema político e estrutural afeta seus corpos. Com um olhar diverso e revolucionário, os poemas caminham em direção ao encontro de múltiplas formas de afeto e micro felicidades inventadas, passando por decepções e vivências comuns ao cotidiano feminino. O título do livro é um convite a trancar e destrancar portas da realidade e tecer, junto à leitora/ao leitor, ciclos de re-existência, ressignificação, novos caminhos e encontros.

Citações

“Submersão Negociar com o presente rachaduras passadas só movem moinhos de vento e o mar revolto em fúria me afoga nas águas que escolhi navegar Despe-te de grilos achismos dos outros vá aonde quer que em frente o que tiver de ser será e de repente vasculha chafurda conhece renasce como fênix e TE veste De TI Obituário Tenho repulsa por funerais porque amo o aqui e nele faço os encontros não desvio de plano abraço os sonhos me doo e ele me dói troco de pele reviro os ossos mas os coloco no lugar para a mortalha com minhas dores que eu quero é viver!”

Sobre a autoria

Foto de Clara Valverde

Clara Valverde

@clara.valverde

Clara Valverde é mineira, natural de Divinópolis-MG, mãe, artista e professora. É Licenciada em Letras pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e trata a linguagem como movimento, forma de resistência e direcionamento de sua análise e travessia pessoal. Dentre seus temas favoritos de escrita estão a maternidade, o feminismo, a arte e as diversas formas de amar. Professora de idiomas, coreógrafa e bailarina, inicia sua trajetória enquanto escritora sendo publicada pela Mondru Editora com seu livro "O som das fechaduras".

Ficha técnica

AutoriaClara Valverde@clara.valverde
EditorJeferson Barbosa@jeferson3barbosa
Capa e projeto gráficoJeferson Barbosa@jeferson3barbosa
Coordenação editorialJuliana Matos@juliana3matos
Assistente editorialKhálysto Soares@khalysto.soares
RevisãoMatheus Mitre@mmitretayar

Contato

Imprensa: imprensa@mondru.com
Site: mondru.com/livros/o-som-das-fechaduras/