A editora Mondru lança o livro de poesia O suficiente para dizer que se está longe, escrito por Gilson Fagundes Jr. A obra apresenta a trajetória de um eu lírico viajante que percorre as ruas chuvosas e iluminadas por néon de Seul, lidando com a distância geográfica, o isolamento e a sobreposição de fusos horários, idiomas e memórias divididas entre o Brasil e a Coreia do Sul.
A narrativa poética concentra-se no espaço de um banjiha, moradia de semissubsolo típica da Coreia do Sul, na qual elementos como a infiltração de água e o mofo funcionam como representações do luto, da enfermidade e do vazio existencial. O livro aborda perdas como o fim de um relacionamento no outono e o desaparecimento de um irmão no mar, retratando a busca por sobrevivência e identidade diante da indiferença do centro urbano.
Formalmente, a obra constrói suas imagens a partir de reflexos em vitrines e poças, articulando uma linguagem que integra termos em português, coreano e russo. A composição explora também a correspondência sonora entre o nome do autor e o termo coreano "gilson", cujo significado é viajante, marcando a condição de deslocamento que rege os textos.
Gilson Fagundes Jr. é escritor, fotógrafo e tradutor. Nascido em Santo André (SP) e graduado em Cinema, reside em Seul desde 2016, atuando na produção de ensaios e conteúdos sobre literatura, filosofia e cultura coreana. É autor da coletânea Espanto (Ofício das Palavras, 2024) e tem o romance O silêncio não tem asas no prelo pela Editora Urutau.
Sobre a obra
- Gênero
- Poesia
- Selo
- Mondru
- Páginas
- 128
- Formato
- 14 × 21 cm
- Lançamento
- 16/05/2026
- ISBN
- 978-65-6042-252-0
- Preço de capa
- R$ 64,90
Em <i>O suficiente para dizer que se está longe</i>, o autor Gilson Fagundes Jr. conduz o leitor a uma jornada intimista e melancólica pelas ruas chuvosas e iluminadas por letreiros de néon de Seul. A obra acompanha a trajetória de um eu lírico viajante — brincando com a semelhança entre seu nome e a palavra coreana “길손” (gilson, que significa viajante) —, um indivíduo isolado que transita entre fusos horários, idiomas e memórias fragmentadas do Brasil e da Coreia do Sul. O cerne da narrativa se desenrola a partir do sufocante ambiente de um banjiha, típica habitação de semissubsolo sul-coreana, onde a infiltração da água e a proliferação do mofo escuro se tornam metáforas diretas para o luto, a doença e o vazio existencial do protagonista. Através de reflexos distorcidos em vitrines e poças, imagens viscerais e uma poética que costura termos em português, coreano e russo, o livro tece um doloroso retrato sobre a fragilidade humana, abordando as despedidas silenciosas — como a partida irreparável de um amor no outono ou o desaparecimento de um irmão nas águas do mar — e a luta constante para encontrar fôlego e identidade nas margens de uma metrópole indiferente.
Citações
“O banjiha respira como um pulmão encharcado, as paredes suam, o teto pinga, o chão murmura bolhas na língua da cidade. Chove há dias. “비” (bi) costura a tarde na casa-subsolo. “дождь” (dozhd’) risca o vidro das janelas semienterradas. O menino aprende a ouvir a água como quem aprende um alfabeto duplo. Cada gota tem um som em coreano, cada fio escorrendo carrega uma sílaba em russo.”
Sobre a autoria
Gilson Fagundes Jr.
@gilsonnunchiGilson Fagundes Jr. é escritor, fotógrafo e tradutor. Nascido em Santo André (SP), vive em Seul, Coreia do Sul, desde 2016. Formado em Cinema, atua como ensaísta e criador de conteúdo sobre literatura, filosofia e cultura coreana. Foi autor da coletânea Espanto (Ofício das Palavras, 2024) e tem seu primeiro romance, O silêncio não tem asas, em processo de publicação pela Editora Urutau. Sua escrita transita entre a poesia, a crônica e a prosa lírica, explorando temas como deslocamento, silêncio, saudade e identidade.
Ficha técnica
| Autoria | Gilson Fagundes Jr. | @gilsonnunchi |
|---|---|---|
| Editor | Jeferson Barbosa | @jeferson3barbosa |
| Capa e projeto gráfico | Jeferson Barbosa | @jeferson3barbosa |
| Coordenação editorial | Juliana Matos | @juliana3matos |
| Assistente editorial | Khálysto Soares | @khalysto.soares |
| Revisão | Letícia M. Zambon |
Contato
Imprensa: imprensa@mondru.com
Site: mondru.com/livros/o-suficiente-para-dizer-que-se-esta-longe/