A editora Mondru publica Vende-se Um Artista Perdido, novo livro de poesia de Dyl Pires. A obra reúne poemas que investigam os impasses da criação poética e da comunicação no tempo presente, questionando os limites e o alcance da linguagem escrita diante da profusão de discursos.
Os textos que integram o volume apontam para uma sensibilidade sem futuro, articulando a experiência de um artista que, mesmo recolhido ao silêncio, insiste em interrogar a eficácia do dizer. O livro parte da tensão entre as possibilidades formais do verso e a dúvida sobre se algo tem sido efetivamente comunicado, situando a criação poética em um espaço de atrito com a modernidade.
A construção dos poemas mobiliza memórias ligadas à cena e ao teatro, explorando imagens corporais e estados de contenção. A estrutura transita por múltiplos arranjos versais, conjugando elementos cênicos com registros líricos, como indicado nos versos: "eu só posso te dar memórias de coxia / calças arriadas do riso enforcado / onda grande nos olhos / rito de sensibilidade sem futuro / imorredouros silêncios / canta a ave noturna do coração".
Dyl Pires é a assinatura artística de Eldimir, que vive em São Paulo e atuou por três décadas como poeta e ator. Entre suas publicações anteriores estão Queria falar do deserto dos dias apressados (2019), Última carta na manga da cantora careca (2022) e Ninguém quer o futuro (2023). No teatro, participou de montagens como Viva el Rei D. Sebastião, Roberto Zucco, Satyros Satiricon, Você está livre e Terra dos outros felizes.
Sobre a obra
- Gênero
- Poesia
- Selo
- Mondru
- Páginas
- 48
- Formato
- 14 × 21 cm
- Lançamento
- 05/02/2024
- ISBN
- 978-65-6042-034-2
- Preço de capa
- R$ 49,90
Os poemas que compreendem Vende-se um artista perdido, apontam para uma espécie de "sensibilidade sem futuro". O jogo das muitas formas possíveis do verso, das diversas maneiras de dizer, da possibilidade moderna de sempre transigir com as palavras, significa que algo tem efetivamente sido dito? O artista perdido é, paradoxalmente, aquele que recolhido ao silêncio, ainda lembra de colocar essa questão e nos comunicar: "eu só posso te dar memórias de coxia / calças arriadas do riso enforcado / onda grande nos olhos / rito de sensibilidade sem futuro / imorredouros silêncios / canta a ave noturna do coração.
Citações
“No meu prédio tem dois bancos amarelos em forma de arco, um de frente para o outro. Pela manhã quando o sol bate neles, penso na minha infância, quando ficava olhando para o nada, que era nada mesmo, enquanto esperava os afetos para planejarmos a travessia daquele dia. Hoje é um desses dias de espera”
Sobre a autoria
Eldimir
Eldimir, vive em São Paulo. Por três décadas foi poeta e ator, onde assinava como Dyl Pires. Escreveu: "Queria falar do deserto dos dias apressados" (Chiado books, 2019), "Última carta na manga da cantora careca" (Urutau, 2022), "Ninguém quer o futuro" (Urutau, 2023), "Vende-se um artista perdido" (Mondru, 2024), entre outros. Atuou nos espetáculos: Viva el Rei D. Sebastião (1999), Roberto Zucco (2010), Satyros Satiricon (2012), Você está livre (2015), Terra dos outros felizes (2017).
Ficha técnica
| Autoria | Dyl Pires | |
|---|---|---|
| Editor | Jeferson Barbosa | @jeferson3barbosa |
| Capa e projeto gráfico | Jeferson Barbosa | @jeferson3barbosa |
| Coordenação editorial | Juliana Matos | @juliana3matos |
| Assistente editorial | Augusto Oliveira | |
| Revisão | Natan Campos |
Contato
Imprensa: imprensa@mondru.com
Site: mondru.com/livros/vende-se-um-artista-perdido/