Capa de A tarde sem fim
A tarde sem fim · Vassil Oliveira Press release

"A TARDE SEM FIM": Uma Viagem Inesquecível Entre Memória Suspensa e a Busca por Sentido no Cerrado Profundo

Entre o céu da infância e o abismo do agora.

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"A TARDE SEM FIM” é mais do que um livro; é uma experiência literária profunda e inovadora que mergulha nas camadas da memória, da identidade e da existência humana. A obra convida o leitor a uma jornada introspectiva e labiríntica, onde o tempo e o espaço se confundem em um fluxo contínuo de lembranças, reflexões e questionamentos. Este lançamento promete cativar leitores ávidos por narrativas que desafiam o convencional e ressoam com a complexidade da alma.

O livro se destaca pela sua narrativa não-linear e fragmentada, apresentando uma estrutura que espelha a própria fluidez da mente humana. Através da potente metáfora de um elevador que "subia e descia, subia e descia, sem noção de como tudo começou e onde parar", o autor explora um estado de suspensão entre o passado glorioso da infância e um presente marcado pela desorientação e ausência de finalidade. Essa abordagem permite uma imersão singular nos sentimentos acumulados do narrador, onde "a realidade me puxando para baixo" se contrapõe à elevação da inconsciência.

A obra é rica em detalhes da cultura rural brasileira, especialmente do cerrado, com suas paisagens, personagens e sabedorias ancestrais. O narrador revisita uma infância vívida e marcante na "roça", povoada por avós, tias e amigos, em um tempo de "glória juvenil" e descobertas ao lado do Rio dos Bois. Essas memórias, que funcionam como uma espécie de "auto-ajuda", são contrastadas com o presente de "cansaço" e de uma vida que "não tem finalidade", explorando a tensão entre o idílico e o desiludido.

No cerne do drama pessoal do narrador, emerge a figura enigmática de Dete, apresentada como o "ponto de deflagração do encontro com nada além de onde estou" e a que "vai me destruir". Essa personagem atua como um catalisador para a profunda crise existencial e a incessante busca por compreensão do narrador, conectando o passado com um presente de ausência e desamparo emocional. Sua presença (ou a ameaça dela) impulsiona o protagonista a confrontar suas lembranças e sua própria definição de quem é.

"A TARDE SEM FIM" não se limita a contar uma história; ela questiona a própria natureza da existência, da fé e da liberdade. Com uma linguagem poética e frequentemente filosófica, o livro transita entre o particular e o universal, convidando o leitor a refletir sobre suas próprias vivências e a efemeridade do tempo. É uma obra que demonstra como a literatura pode ser um espelho para as indefinições e contradições humanas, tecendo uma tapeçaria rica em significados e emoções.

Com uma narrativa que desafia e encanta, "A TARDE SEM FIM" se posiciona como um marco na literatura contemporânea, oferecendo uma leitura instigante e profundamente humana. É uma jornada para aqueles que se permitem voar pelas palavras e mergulhar em um universo de memórias suspensas, onde a busca por sentido se revela tão complexa quanto a própria vida. Prepare-se para uma obra que, sem dar todas as respostas, provoca as mais profundas reflexões sobre o viver e o existir.

Sobre a obra

Gênero
Romance
Selo
Mondru
Páginas
128
Formato
14 × 21 cm
Lançamento
24/09/2025
ISBN
978-65-6042-233-9
Preço de capa
R$ 69,90

“A tarde sem fim” convida o leitor a mergulhar na mente labiríntica de um narrador que se encontra em um estado de fluxo contínuo entre o passado e o presente, metaforizado por um elevador que sobe e desce indefinidamente. Impulsionado pela enigmática figura de Dete, que parece ser o catalisador de sua profunda crise existencial, ele revisita as vívidas e gloriosas memórias de sua infância no cerrado, povoada por tias, avós e aventuras no Rio dos Bois, contrastando-as com a desorientação, o cansaço e a ausência de finalidade de sua realidade atual, em uma jornada introspectiva e complexa por sentido e compreensão da própria existência.

Citações

“Entro no elevador, fecho os olhos, fecho os punhos, prendo a respiração. Finalmente sou eu me elevando no que quero dizer, no que há por destilar, contar. Me solto na elevação. E, de repente, eu subia e descia, subia e descia, sem noção de como tudo começou e onde parar. O elevador sem parar. O fluxo da inconsciência me elevando e a realidade me puxando para baixo. Este elevador está quebrado, avalio, na pressão da gravidade. O que eu sei agora? Está acontecendo sem mim.”

“Quando me contaram que a Bernadete – a Dete, insistiram – estava espalhando, com fúria nos lábios, que ia me destruir, eu sentei e fiquei. Entendi: vai me matar. Só isso? Só isso, uma hora dessas, não sabiam o motivo, queriam saber, eu sabia muito menos. Mais alguma coisa? Mais nada. Minhas mãos não se mexiam. Meu coração perdeu os ponteiros. Eu estava cansado demais para me entristecer, e essa textura era o cúmulo de hoje, hoje agora, hoje ontem, hoje em dia. Tanto hoje pesando, descendo em refluxo pro coração.”

“Houve um dia em que voltei ao Rio dos Bois e simplesmente olhei as pedras, a água serena e fria, a velocidade da correnteza, lembrei que mergulhava, além disso me lançava do alto de um barranco em cambalhota, e um segundo depois – o suficiente para uma lágrima despencar – parei o mundo, estupefato, como parava naquele tempo com a sensação de que nada poderia ser melhor do que viver ali, daquele jeito. Uma vida sem reparo, a não ser que deveria aprender a nadar. Logo que aprendi, tudo estava perfeito. Estupefato diz bem o que senti, pois não é coisa desta terra.”

“Também não entendo como era bom pegar o estilingue, escolher as menores e mais redondas pedras no trieiro que descia para o rio, e com elas acertar bem na cabeça de uma juriti, para não estragar a carne. Não entendo como era de tirar o fôlego estraçalhar um colibri, destruir as asas de uma andorinha, rasgar o peito de um sabiá, espatifar caixas de marimbondo na algazarra das moitas chutadas em desespero, e nada disso explodir em mim com o efeito de antigamente. Não entendo os beija-flores e as pedras assassinas de seu beijo. Não entendo. Ser outra coisa, e uma coisa inodora. Uma coisa amorfa. Coisa nenhuma.”

“Eu vivo ou já vivi vendo desde sempre? Eu sou as minhas recordações, e elas, que me fazem agora, para ser daqui pra frente, me desfazem. Um bolo de pano enrolado, enovelado, para uso múltiplo, que fica no canto no fundo da tuia. Tem muito pela frente, mas amanhã, talvez. Talvez.”

Sobre a autoria

Foto de Vassil Oliveira

Vassil Oliveira

@vassil

Jornalista, Vassil Oliveira nasceu em Anápolis e passou toda a infância e juventude em Vianópolis, interior de Goiás. É consultor político e de comunicação. Foi diretor de Redação na Tribuna do Planalto (1995 a 2000; 2002 a 2009), editor de política no jornal diário O Popular (2000 a 2002), apresentador e comentarista político em rádios goianas. Integrou também outras equipes de rádio em coberturas eleitorais.Foi chefe da Assessoria de Imprensa do governador Alcides Rodrigues (Goiás); presidente da Agência Brasil Central (ABC), em 2019, no governo Ronaldo Caiado; secretário de Comunicação de Goiânia na última gestão de Iris Rezende Machado; diretor de Comunicação da Prefeitura de Campo Grande (MS). Participou, como coordenador ou na assessoria direta, de várias campanhas eleitorais. É autor do livro de crônicas: “Nem Sempre Sou Assim”, do livro de contos “Homens e Cavas Abertas de Mulheres Amorosas”, e de “Eleição do Início ao Fim”, um livro de ensaios sobre política, políticos e Jornalismo no calor da campanha de 2006 para governador de Goiás. Todos foram publicados pela Contato Comunicação.

Ficha técnica

AutoriaVassil Oliveira@vassil
EditorJeferson Barbosa@jeferson3barbosa
Capa e projeto gráficoJeferson Barbosa@jeferson3barbosa
Coordenação editorialJuliana Matos@juliana3matos
Assistente editorialKhálysto Soares@khalysto.soares
RevisãoMatheus Mitre@mmitretayar

Contato

Imprensa: imprensa@mondru.com
Site: mondru.com/livros/a-tarde-sem-fim/