Capa de A última América
A última América · Tiago Chaves Press release

"A ÚLTIMA AMÉRICA": Uma Jornada Emocionante Pelas Entranhas de um Continente em Reinvenção

Onde a Vida Resiste e Floresce nas Margens de uma América em Constante Reinvenção

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"A ÚLTIMA AMÉRICA" emerge como uma obra literária de rara profundidade e impacto, convidando os leitores a uma imersão nas múltiplas camadas de uma sociedade que, apesar das adversidades, pulsa com vida e uma incessante busca por um novo sentido. O livro, através de uma narrativa mosaico, apresenta a vida de diversos personagens em Salvador, cidade que se revela um microcosmo de um continente em constante reinvenção. O título e o subtítulo, "Onde a Vida Resiste e Floresce nas Margens de uma América em Constante Reinvenção", encapsulam a essência de suas histórias, marcadas pela luta, esperança e a potente capacidade de transformação diante de desafios sociais e existenciais.

A inovação narrativa reside em sua estrutura fragmentada, que se assemelha a uma coleção de contos interligados, cada um revelando uma faceta única da experiência humana. Os capítulos, como "Caetanazul", "A Chave", "No Asfalto" e "Cabelo-Jardim", operam como janelas para diferentes realidades, permitindo que a obra explore com maestria a complexidade das relações humanas e a persistência da identidade individual e coletiva. Esta abordagem confere à obra uma fluidez cativante, onde o leitor costura os elos entre as vidas e os eventos, construindo um panorama vívido e multifacetado.

As qualidades do livro são inúmeras, destacando-se a sensibilidade poética com que aborda temas duros e contemporâneos. A obra não se esquiva de expor a tirania absolutista, a sociedade protofascista e a pseudo burguesia que buscam fiscalizar e impor valores. Revela a violência social, a pobreza extrema e a marginalização, como a que força jovens a atos desesperados ou a que esmaga a esperança de figuras como a mulher grávida na rua. Contudo, a beleza emerge na resiliência de personagens como Mézinha, que mantém uma comunidade unida na resistência, ou Chico, que encontra uma nova forma de luta através da arte e da autoafirmação.

A narrativa é rica em simbolismos, como a metáfora da planta que cresce no peito de João e Ivone, representando a vida que brota em condições improváveis e a esperança que se recusa a morrer. O livro celebra o invisível, a vitalidade das margens e a magia do cotidiano que se revela nas "interseções inexplicáveis" da cidade. As qualidades líricas do texto transformam a dor em reflexão, o cansaço em resistência e a marginalidade em um palco de profunda humanidade.

"A ÚLTIMA AMÉRICA" é, portanto, uma obra que se distingue por sua narrativa envolvente e sua capacidade de capturar a essência da condição humana em um cenário de contrastes e reinvenções. Conectando o leitor às lutas e alegrias de personagens que desafiam o esquecimento, o livro convida a uma reflexão sobre a sociedade, a identidade e a incessante busca por um "novo mundo", onde a resistência se manifesta como flor em pedra. É uma leitura obrigatória para aqueles que desejam compreender as complexidades de uma América que pulsa com força e esperança, mesmo em suas últimas e mais desafiadoras fronteiras.

Sobre a obra

Gênero
Contos
Selo
Mondru
Páginas
120
Formato
14 × 21 cm
Lançamento
28/01/2026
ISBN
978-65-6042-154-7
Preço de capa
R$ 59,90

“A ÚLTIMA AMÉRICA” é uma obra envolvente que tece um mosaico de histórias e destinos, ambientada nas ruas vibrantes de Salvador, mas com ressonância que ecoa por todo um continente. O livro mergulha nas vidas de diversos personagens que, enfrentando uma sociedade complexa e por vezes opressora, marcada pela violência, tirania e marginalização, são impelidos a uma jornada de luta incessante e reinvenção. Em meio a desafios que testam os limites da existência humana, a narrativa explora a resiliência da vida e a busca por um novo propósito, onde a esperança brota nas condições mais improváveis e a transformação pessoal se revela como um poderoso ato de resistência em uma América que se refaz constantemente.

Citações

“Estou cansado de muito tempo, desde que tenho que ajudar mainha a comprar comida pra casa. Desde que tenho de acordar de madrugada pra trabalhar. Desde que tenho que pegar serviço no fim de semana. Desde que tomo esculacho de minha mãe. Desde que tomo esculacho dos namorados de minha mãe. Desde que tomo esculacho do meu chefe. Desde que tomo esculacho do cliente playboy. Desde que tomo esculacho da polícia.”

“O que eu quero é ficar bonita. As pessoas que me olharem vão querer ficar bonitas também. Vejo muita gente passando de cara feia, resmungando, com olhar cansado, com olhar de nada. Não conseguem sentir o dia bonito, com o sol brilhante e quente. Eu fico só sorrindo. Essa gente não me olha, não me vê. Não me enxergam. O que eu quero é que me olhem e vejam como sou bonita, minha preta pele, sintam que eu existo. Quando eu passar a existir, a outra pessoa também vai existir.”

“Olha só dona Ivone, sempre foi tudo muito difícil para mim. Trabalho desde menino para poder ter pelo menos um prato de comida por dia. Venho sobrevivendo a tudo até agora e muitos apostaram que eu não passaria dos vinte anos de idade, mas estou aqui até hoje. Fui vender cafezinho para não ter que vender droga, assim andei por toda esta cidade. Tem poucas horas que descobri que nada disso adiantou, pois posso morrer a qualquer instante. Desviei de tanto tiro, me escondi de tanta violência, driblei a fome e a miséria, mas ainda assim meu coração vai parar de bater, pois sou como um vaso, que carrega uma planta que nasceu dentro do meu peito. Por enquanto estou aqui, mas este vegetal vai crescer tanto que uma hora vou deixar de existir.”

“Ora João, tem muitos anos que eu também tenho uma planta dentro de mim, na minha barriga, cresceu bem no estômago, ela inclusive já deu flor. Os médicos também me disseram que eu ia morrer, mas estou viva até hoje. Confesso que fico feliz em saber que uma outra pessoa, além de mim, segue como chão, com uma planta que cresce desafiando toda essa barreira que nos colocam. João, não vamos morrer assim. Veja, a planta trouxe você até a mim. Foi ela quem fez que nos encontrássemos. Na verdade eu acredito que estamos nos reencontrando, que há mais de nós. Fomos os primeiros, logo seremos tantos, uma floresta que estamos trazendo como outro sopro de sociedade, com pessoas diferentes, gente igual a eu e você, quase sementes, quase mudas. No final da estrada, João, vamos entender que somos lugar que se planta, que se cria um novo mundo.”

“Conceição gritou pro tal senhor que ela mora aqui tem mais de trinta anos. [...] Mas a gente é resistência e vamos continuar aqui, mesmo com um monte de outros que se acham donos das nossas casas, dos nossos trabalhos, dos nossos medos. Rico não gosta quando a gente dá risada e tem o que comer. Rico quer que a gente fique vendo televisão, mas não gosta quando a gente muda de canal.”

Sobre a autoria

Foto de Tiago Chaves

Tiago Chaves

@tiagochaves.m

Formado em Letras, trabalha na área de teatro, focando em dramaturgia, na área de literatura, processo criativo e produção cultural. Apresentou espetáculos e realização de oficinas no Peru, Equador e Estados Unidos, e também em diversos estados do Brasil. Participou do projeto #GrafiasEletrônicas, da TVE Bahia e na Rádio Educadora, além de outros textos publicados em revistas literárias. Além da atividade artística, trabalha como gestor de espaço cultural.

Ficha técnica

AutoriaTiago Chaves@tiagochaves.m
EditorJeferson Barbosa@jeferson3barbosa
Capa e projeto gráficoJeferson Barbosa@jeferson3barbosa
Coordenação editorialJuliana Matos@juliana3matos
Assistente editorialKhálysto Soares@khalysto.soares
RevisãoAlisson dos Santos Lima

Contato

Imprensa: imprensa@mondru.com
Site: mondru.com/livros/a-ultima-america/