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Frestas em que habito · Caco Martins Press release

FRESTAS EM QUE HABITO: A Poesia Que Pulsa Nas Fissuras da Existência

O Corpo Poético Que Pulsa Nas Fissuras da Existência

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Em um cenário literário que por vezes se inclina ao óbvio, surge "FRESTAS EM QUE HABITO", a aclamada obra de CACO MARTINS, que se apresenta como um convite à introspecção e à redescoberta do eu. O livro, mais do que uma mera coletânea de poemas, é a chance de o autor "recolher os cacos daquilo que fui escrevendo para compor, finalmente, um corpo poético". Desde a infância, em meio a bibliotecas empoeiradas, CACO (nome que, por si só, "carrega em si o fragmento e a inteireza") descobriu nas palavras um caminho para se encontrar, e agora compartilha os "pequenos rabiscos — restos de emoção, frases quebradas como cacos" que pontuaram sua jornada.

A obra se destaca por sua proposta inovadora e pela delicadeza com que aborda as complexidades humanas. Longe dos grandes manifestos, "FRESTAS EM QUE HABITO" oferece "versos que preferem o sussurro ao grito, a fresta à janela escancarada". A grande singularidade, no entanto, reside na própria essência do livro: "Este livro é feito de falhas e fissuras. E talvez seja por isso que pulsa". Essa afirmação ressoa como um manifesto, sugerindo que a autenticidade e a vitalidade da poesia não estão na perfeição, mas na coragem de expor as imperfeições, as rachaduras da alma e da vida.

Entre suas notáveis qualidades, o livro mergulha nas profundezas da existência humana, explorando "as coisas que não vejo" e as verdades que se escondem sob as aparências. CACO MARTINS desnuda-se em versos que revelam a arte exalada por "esse amontoado de carne, pele, sistema nervoso, imperfeições e ossos", e em poemas como "DEMAQUILANTE", questiona o que resta de nós quando as máscaras caem, buscando a vulnerabilidade do "corpo nu, sem maquiagem". Há uma busca incessante pela essência, pela beleza nos detalhes mínimos e na vida "fermentada de instantes que ninguém vê".

A obra também se revela um espelho cortante de questões sociais e filosóficas. Os "versos malcriados" do autor "brigam entre si pelo simples fato de existir", recusando-se a oferecer respostas fáceis, preferindo ser "correntezas cruzadas de um mesmo rio". Com uma perspectiva única, CACO MARTINS subverte a tradicional "Cantiga de Ninar", transformando-a em um comentário contundente sobre temas como violência, corrupção política e o medo generalizado da sociedade. Ele desafia a normalidade, afirmando que "só é verdadeiramente insana... quem se engana tendo certeza de que é normal!", e critica a "geração de cristal [líquido] que toca a infância girando os polegares entre telas que não cheiram à terra", clamando por uma conexão mais genuína com a vida.

Talvez a mensagem mais potente de "FRESTAS EM QUE HABITO" seja o chamado à revolução através do "SIM". Em um mundo de incertezas, o autor valoriza a coragem de enfrentar riscos e a busca pela alegria, mesmo que ela nos cause medo. Ele admira "quem não gosta do 'não'!", os que desafiam os perigos para "correr à praia às quatro da madrugada na ânsia única de ver o sol nascer". É uma celebração da vida, da liberdade e da escolha de viver "mil vidas... em uma só", desapegando-se do que prende, mesmo que "ninguém disse que seria fácil".

"FRESTAS EM QUE HABITO" é, portanto, uma jornada poética que convida o leitor a habitar suas próprias frestas, a encontrar beleza nas falhas e a pulsar com a autenticidade que emerge das cicatrizes e das verdades não ditas. É um livro para ser lido com a sensibilidade de quem acende uma vela, pois, como pede o autor, suas vírgulas "sabem onde respiro", e seu silêncio será seu "último amém". Uma obra essencial para aqueles que buscam uma poesia que, mais do que entreter, instiga, questiona e, acima de tudo, vive.

Sobre a obra

Gênero
Poesia
Selo
Mondru
Páginas
80
Formato
14 × 21 cm
Lançamento
13/11/2025
ISBN
978-65-6042-227-8
Preço de capa
R$ 59,90

“Frestas em que habito” narra a jornada íntima e corajosa de CACO MARTINS que, através da poesia, busca recolher os “cacos” — restos de emoção e frases quebradas — de uma vida inteira de rabiscos para, finalmente, compor um “corpo poético”. Longe de pretensões grandiosas, a obra se revela um delicado sussurro que prefere a “fresta à janela escancarada”, explorando as “coisas que não vejo” e as verdades profundas que habitam as falhas e fissuras da existência humana. O livro não se esquiva de temas sociais e filosóficos, com “versos malcriados” que brigam entre si, questionando a normalidade e o conformismo, e instigando o leitor a encontrar a beleza nas imperfeições e a abraçar a vida com um revolucionário “SIM”, mesmo diante dos riscos. É uma trama de autodescoberta e honestidade brutal, onde a vitalidade da obra emerge justamente de suas vulnerabilidades, convidando o leitor a habitar suas próprias frestas e a encontrar sentido no fragmentado.

Citações

“IMPERFEIÇÕES E OSSOS Para aquém da rotina dinâmica liquefeita, repleta de perplexas frustrações e sentimentos limitados. Para além da máquina orgânica perfeita, repleta de complexas conexões e sistemas interligados: esse amontoado de carne, pele, sistema nervoso, imperfeições e ossos exala arte por todos os poros em todas as partes. PÃO DE CADA DIA O movimento dos cabelos sob a água o cheiro das roupas ao final do dia o enrugar da testa comendo fruta amarga a falta de ar quando a cócega não para nos mínimos detalhes, em cada mágoa vai se fazendo a vida — fermentada de instantes que ninguém vê. GUERRA FRIA Não há certo ou errado, nem deserto aterrado, nem mulher ou criança… Não há limite nessa terra quando se trata de vingança, Quando se arma uma guerra. Nas bélicas garras da harpia: Vingança é prato que se Guerra Fria. de cabeça quente.”

Sobre a autoria

Foto de Caco Martins

Caco Martins

@caco.martins

Caco Martins, natural de Governador Valadares/MG, é administrador público, professor universitário e artista. Autor do livro de estreia Frestas em que habito, sua poesia habita os intervalos do cotidiano, a luz entre sombras e os gestos que passam despercebidos, revelando espaços silenciosos onde a observação se transforma em poesia.

Ficha técnica

AutoriaCaco Martins@caco.martins
EditorJeferson Barbosa@jeferson3barbosa
Capa e projeto gráficoJeferson Barbosa@jeferson3barbosa
Coordenação editorialJuliana Matos@juliana3matos
Assistente editorialKhálysto Soares@khalysto.soares
RevisãoMatheus Mitre@mmitretayar

Contato

Imprensa: imprensa@mondru.com
Site: mondru.com/livros/frestas-em-que-habito/