o cão vai à missa todos os dias
- Finalista do Prêmio Candango 2025 · Melhor Capa
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quem mora preso em armário é camisa mofada.
Sobre o livro
"o cão vai à missa todos os dias" é um livro de contos sobre as "sujidades" humanas, sobre o caos, vulcões internos que estão sempre na iminência de erupções, e sobre estar no mundo sem ter nenhuma espécie de sentimento de pertencimento. A linguagem é crua, direta e poética, com frases ritmadas que evocam uma sensação de urgência e intensidade. A obra apresenta uma visão contundente da realidade humana, com personagens marginalizados, desiludidos e em busca de um escape para a dor e a frustração.
linguagem forte; uso de drogas
Por que publicamos
Publicamos este livro de contos pela força de uma voz que não pede licença. Pedro de Oliveira escreve com linguagem crua, direta e ao mesmo tempo poética, em frases ritmadas que carregam urgência e intensidade, e dá corpo a personagens marginalizados, desiludidos, em busca de um escape para a dor e a frustração.
Há aqui o caos, os vulcões internos sempre na iminência de erupção e a sensação de não pertencer a lugar nenhum. O resultado é um retrato contundente da condição humana, sem panfleto e sem concessão: literatura contemporânea que incomoda, comove e permanece.
““vamos fugir, meu amor, que ficar assim sem ar, comprimido, é coisa de quem morreu e esqueceu de deitar. depois a gente pede desculpa, avisa a vó, a mãe, deus e o governo. o papel, passado. vamos tomar, no gargalo, a porra dessa vida. de assalto. vamos embora, meu bem, que casa é onde suas plantas vão pra morrer. de sede. não cabe no porta retrato. quem mora preso em armário é camisa mofada. vamos meter. o pé. no mundo. vamos quebrar, no tijolo, a janela, o copo, a cara, o pai. deixar o cheiro de jaula. aberta. ciganear, tocar fogo, roçar a barba, dar a mão. dividir cigarro, foder na varanda, botar a cara no sol. plantar maconha. vamos correr, lindeza, mundo e perigo. fazer fogueira com foto de gente morta. dançar na cova dos inimigos. comer o prato ainda quente.””

Pedro de Oliveira
Pedro de Oliveira nasceu em 1985, em Brasília (DF). É sagitariano, jornalista e pai da Alice. Publicou o conto “baiacu” na coletânea “Os peixes têm rugas” (Ed. Pousar – 2022). Foi finalista do Prêmio Off Flip 2023 nas categorias conto e poesia. “o cão vai à missa todos os dias” é seu primeiro livro solo.
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Bring The Dog Goes to Mass Every Day to your language.
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Mondru · Short Stories · 96 pages
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