Capa de Coreografia do Colapso
Coreografia do Colapso · Alan Roger Press release

A literatura contemporânea ganha uma nova e pulsante voz com a apresentação de Coreografia do Colapso, obra poética do autor Alan Roger

Entrar em colapso e perceber-se, outra vez, semente

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Uma poesia que traduz, com precisão cirúrgica, as angústias, as contradições e a resiliência do indivíduo no século XXI. O livro se destaca por oferecer uma narrativa poética visceral, que não foge das temáticas difíceis do mundo moderno, mas as abraça com uma linguagem crua, autêntica e profundamente rítmica. No cerne de suas inovações, Alan Roger constrói uma obra que transita de forma fluida entre o existencialismo cósmico e a exaustão rotineira. A poética do autor convida o leitor a aceitar a efemeridade e os próprios erros como partes fundamentais da caminhada, lembrando, de forma reconfortante, que "tudo passa" e "tudo é passo". É um trabalho que fala sobre a destruição necessária para o renascimento, perfeitamente encapsulada no título e no desejo do eu-lírico de "entrar em colapso e perceber-me, outra vez, semente".

Uma das maiores qualidades do livro é a sua contundente crítica social frente ao mal-estar contemporâneo. O autor inova ao inserir o vocabulário da hiperconectividade e o ritmo opressor do consumo diretamente na estrutura de seus versos. Roger descreve, com ironia e dor, a solidão universal de quem escreve poemas por meio de "um aparelho inteligente hiperconectado", sentindo na pele os golpes e beijos da "lâmina capitalista". Ele denuncia um mundo onde a "vilania do gene neoliberal" esgota os corpos, levando as pessoas a recorrerem a medicamentos diários, como a fluoxetina, apenas para tornar a vida suportável.

Além de retratar o peso do sistema, a narrativa de Coreografia do Colapso brilha ao expor a vulnerabilidade nas relações humanas e na construção da identidade. Em poemas confessionais, o autor reflete sobre as vivências queer, notando como "ser gay só me amplia / enquanto corpo-alvo / de disparos ambíguos", contrastando essa dor com a busca por redenção em uma "pista de dança neon". A obra é um mergulho profundo no amor, na solidão e no abandono, revelando um coração em "carne viva" que, apesar de sentir a dor do mundo, continua pulsando com a urgência do desejo e dos encontros efêmeros.

O lançamento desta obra é um chamado à resistência por meio do fazer artístico. Em uma realidade marcada por tragédias banalizadas, luto e um cansaço que paralisa os corpos, Alan Roger propõe a arte como algo "propositalmente inútil e vital".

Coreografia do Colapso é, portanto, um convite inadiável para que os leitores encontrem beleza nas próprias rachaduras e cumpram a ordem suprema de esperança deixada pelo autor: "dançar até que haja música".

Sobre a obra

Gênero
Poesia
Selo
Mondru
Lançamento
07/05/2026
ISBN
A caminho
Preço de capa
R$ 59,90

Este é um livro sobre a teimosia de existir em um mundo que nos empurra para a anestesia. Entre a urgência do cotidiano e o peso das ausências, o autor funde a precisão de um observador atento à sensibilidade de quem transforma cicatrizes em versos. É um manifesto sobre a beleza do erro, a solidão hiperconectada e a busca por um sentido que escape à lógica do capital. Através de uma escrita visceral e urbana, a obra nos lembra que a vida acontece justamente nos desvios e que, mesmo sob o asfalto, a alma ainda é capaz de encontrar o seu próprio ritmo para dançar.

Citações

“NO ÔNIBUS ERRADO O silêncio vaza pelas janelas. E se este fosse o ônibus errado? Um desvio não planejado, rumando ao centro de um lugar ermo, onde a paz se esconde em árvores frescas? A estrada, fita esticada sem fim, devora vidas inteiras. Nas costas, o peso das conquistas, um atlas de posses. De que valem? Corpos, albergues de erros, desgastam-se de amortecer o peso de um cérebro oprimido, caldeirão fervilhante se acomoda sem conforto e explodiria, não fosse o irromper da dança. Daí fazemos arte, artefato humano propositalmente inútil e vital. A poesia, por exemplo, salvou-me hoje de manhã. Flor que brota do concreto e dá sentido ao erro, ao desvio, à viagem.”

Sobre a autoria

Foto de Alan Roger

Alan Roger

@alan.roger

Alan Roger (Miranda, 1995) é poeta, médico e DJ. Residente em Salvador, carrega o rastro de mais cidades do que pode contar. Aprendeu desde a infância a fazer das palavras abrigo para uma vida marcada por partidas. Autor de Pé-de-mostarda (2016), O que nasce dentro de mim quando o sol se põe não é a lua (2020) e Acomodações Provisórias (2025). Em Coreografia do Colapso, convida o leitor a uma jornada imagética pela memória, pela dor de existir e pela urgência do tempo.

Ficha técnica

AutoriaAlan Roger@alan.roger
EditorJeferson Barbosa@jeferson3barbosa
Capa e projeto gráficoJeferson Barbosa@jeferson3barbosa
Coordenação editorialJuliana Matos@juliana3matos
Assistente editorialAugusto Oliveira
RevisãoLetícia Zambon

Contato

Imprensa: imprensa@mondru.com
Site: mondru.com/livros/coreografia-do-colapso/