A Mondru lança Disquete de 3,5" Soviético, livro de contos escrito por Daniela Funez. A obra apresenta narrativas centradas em Éris, Natália, Belona e na Protagonista, mulheres trans que buscam inserção e permanência em versões futuristas do território brasileiro, marcadas por disparidades sociais e ambientais.
As histórias se desenvolvem em cenários construídos a partir de contrastes visuais e estruturais, divididos entre o neon dos anúncios publicitários e o breu ocupado por populações invisibilizadas, sob uma camada de poluição que evidencia abismos entre classes. No cotidiano desses cenários, as personagens enfrentam a tensão entre a luta contínua e a assimilação sistêmica, em um contexto cyberpunk no qual inteligências artificiais e máquinas reproduzem padrões humanos e operam como extensões dos mecanismos de controle social.
Daniela Funez é mulher trans nascida em São José do Rio Preto (SP), graduada em Publicidade e Propaganda pela Universidade de São Paulo (USP). Atua na escrita e no teatro, com produção voltada a Brasis alternativos, ficção cyberpunk e humor. Foi finalista do Prêmio Caio Fernando Abreu de Literatura em 2022, escreveu a peça Uma Unidade Astronômica, montada pelo Centro Cultural Fiesp, e publicou o conto O Êxtase Derradeiro da Vampira de Osasco pela Editora Bandeirola.
Sobre a obra
- Gênero
- Contos
- Selo
- Mondru
- Páginas
- 96
- Formato
- 14 × 21 cm
- Lançamento
- 17/11/2023
- ISBN
- 978-65-6042-040-3
- Preço de capa
- R$ 59,90
Éris, Natália, Belona e a Protagonista são mulheres trans buscando seu espaço em versões futuristas do Brasil carregadas do contraste entre o neon dos anúncios publicitários e o breu dos cantos habitados por pessoas invisíveis, com a cobertura de uma camada de poluição que falha em esconder os abismos entre as classes. Nessa rotina de sobrevivência, apesar de possuírem vivências bem distintas, enfrentam o dilema comum entre manter a luta constante e ceder à assimilação por parte do sistema em um mundo cyberpunk em que as máquinas e as inteligências artificiais, reproduzindo em seus chips e códigos os hábitos de seus criadores mesmo no limiar da consciência, apenas replicam e reforçam os padrões da sociedade, se tornando ferramentas daquilo que elas tanto buscam fugir.
Citações
“A metrópole de Rio-Ribeirão Preto não mudou muito após a virada ao século vinte e dois, e para uma foto ser considerada histórica, representando reais diferenças no ambiente, ela deve cada vez mais se colocar distante no tempo. A modernidade que deveria ser a chave para as diversidades padronizou todo o cenário, consolidou regras antigas e fixou as pessoas a rotinas para sobreviverem. Tudo em nome do que defendem hoje ser o grande impulso humano, a produtividade. Ser e sentir menos para então render mais.”
Sobre a autoria
Daniela Funez
Daniela Funez, mulher trans nascida em São José do Rio Preto (SP), busca por meio do teatro e da escrita captar o absurdo do mundo com seus padrões e contradições, vislumbrando Brasis alternativos em histórias cyberpunk e reflexões das mais aleatórias possíveis, com uma dose de humor. É formada em publicidade e propaganda pela USP, foi finalista do Prêmio Caio Fernando Abreu de Literatura em 2022 e é dramaturga da peça Uma Unidade Astronômica, produzida pelo Centro Cultural Fiesp, além de autora do conto O Êxtase Derradeiro da Vampira de Osasco, publicado pela Editora Bandeirola.
Ficha técnica
| Autoria | Daniela Funez | |
|---|---|---|
| Editor | Jeferson Barbosa | @jeferson3barbosa |
| Coordenação editorial | Juliana Matos | @juliana3matos |
| Assistente editorial | Khálysto Soares | @khalysto.soares |
| Revisão | Kah Dantas |
Contato
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