Capa de O Evangelho Segundo as HQs
O Evangelho Segundo as HQs · Mateus Ma’cha’dö Press release

Mergulhando no Universo Distópico de "O Evangelho Segundo as HQs"

Desmascarando a origem sombria dos heróis modernos

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"O Evangelho Segundo as HQs" nos transporta para um futuro distópico onde a linha entre realidade e ficção se torna tênue. Composto por poemas que seriam trechos de supostos evangelhos apócrifos, o livro apresenta uma releitura subversiva da figura dos heróis modernos, questionando suas origens e moralidade. A obra nos confronta com a inquietante possibilidade de que esses ícones da cultura pop sejam, na verdade, sombras de um passado ancestral, resultado da hibridização entre anjos caídos e humanos.

Essa hibridização, ocorrida nos tempos pré-diluvianos e descrita no Livro de Chanoch, é revisitada em uma chave contemporânea, com a figura do transhumanismo (h+) representando a nova onda de manipulação genética e controle. A "possessão tecnológica" surge como um dos temas centrais, alertando para a dominação da mente humana pela inteligência artificial e configurando-se como uma nova forma de escravidão. O livro nos convida a refletir sobre os limites da tecnologia e o impacto da inteligência artificial em nossa liberdade e autonomia.

O livro se desenrola em um mundo marcado pela decadência moral, pela manipulação das massas e pela perda de valores. A crítica social se faz presente em diversos momentos, expondo a fragilidade da sociedade contemporânea e o crescente domínio dos interesses obscuros. Figuras como Darkseid, Stálin, Hitler e Mussolini são citadas como exemplos de líderes que utilizaram a "Equação Anti-Vida", uma fórmula baseada na manipulação de emoções negativas como a solidão, o medo e o desespero, para controlar a população e perpetuar o poder.

Em meio à crítica e ao questionamento, a obra nos apresenta a figura do poeta Arkel, um personagem enigmático que representa a busca por uma linguagem pura e transcendente. A "poesia sod" (secreta) é apresentada como um caminho para romper com as estruturas tradicionais e alcançar uma compreensão mais profunda da realidade. Essa busca por uma linguagem autêntica e libertadora ecoa a necessidade de resgatar a verdade em um mundo dominado pela mentira e pela manipulação.

"O Evangelho Segundo as HQs" é uma obra complexa e desafiadora, que nos instiga a questionar as narrativas dominantes e a buscar uma compreensão mais profunda da realidade. O livro nos convida a confrontar nossos medos e a buscar a redenção em meio ao caos e à decadência moral. Através da linguagem poética e da crítica social, a obra nos impulsiona a repensar o papel da tecnologia, da linguagem e da fé em um mundo cada vez mais incerto e desafiador.

Sobre a obra

Gênero
Poesia
Selo
Mondru
Páginas
120
Formato
20 × 20 cm
Lançamento
26/01/2025
ISBN
978-65-6042-134-9
Preço de capa
R$ 69,90

Em um futuro distópico, “O Evangelho Segundo as HQs” apresenta poemas que questionam a origem e a moralidade dos heróis modernos. Através de supostos evangelhos apócrifos, a obra sugere que esses ícones da cultura pop são, na verdade, sombras de um passado ancestral, originados da hibridização entre anjos caídos e humanos. A “possessão tecnológica” é retratada como uma nova forma de escravidão, com a inteligência artificial dominando a mente humana e ameaçando a liberdade individual. O livro tece uma crítica à sociedade contemporânea, denunciando a manipulação das massas, a perda de valores e a crescente decadência moral. Em meio ao caos, a poesia surge como um ato de resistência, buscando uma linguagem pura e transcendente para expressar a verdade e alcançar a redenção.

Citações

“Fomos obrigados a acreditar que “O Trabalho Liberta”. Para a maioria de nossos irmãos a liberdade só veio com a morte. E ela, a Morte, Fada Madrinha ou Megera, vinha com suas máscaras e nos acalentava com suas canções de ninar. A fome era tanta que nossos corpos se contorciam como raízes secas. Não havia maná do céu nem o pão da terra, apenas o gosto de carne queimada em toda parte.Havia dias em que as cinzas estavam por toda a parte; pareciam surgir de toda parte, não apenas das chaminés; elas brotavam da boca dos homens de aço. Hoje, no café da manhã, meus irmãos beberam leite adoçado com Zyklon-B. Vi suas almas flutuarem entre a névoa.As fornalhas crematórias se alimentavam dos famintos, dos esqueletos descarnados. Ao longe ouvi um pássaro raro cantar uma triste canção enquanto os autofalantes anunciavam outra vitória aos gritos.Em Auschwitz vi um homem com cabeça de macaco, uma mulher com tentáculos de polvo, uma criança com olhos de esturjão. Vi uma menina ser cortada ao meio porque os médicos procuravam novas estrelas em seu útero. Em Auschwitz coisas estranhas aconteciam.Dava para ouvir os gritos daqui, vinham da enfermaria. Eu poderia ouvir esses gritos a milhares de quilômetros. À noite esses gritos afugentavam os lobos, aterrorizavam todas as criaturas da noite. Esses gritos de dor ecoando em minha cabeça.Os trens vinham lotados de lenha seca prontas para alimentar o fogo dos senhores da guerra. “Muitos são como ervas daninhas. Raça de comedores de cadáveres. Você está preparado para enfrentar os seus maiores medos? Os seus piores pesadelos? Você está preparado para a Morte? Para a sua Morte? Você está preparado para a morte daqueles que você ama? Você está preparado para enterrar o seu filho, a sua filha, sua esposa, seu marido? Você está preparado para enterrar o seu companheiro(a), seu pai, sua mãe? Eu perdi tudo. Eu sei o que é perda. Perda não é nada. Perda é Ilusão. É preciso ter Fé!”

Sobre a autoria

Foto de Mateus Ma’cha’dö

Mateus Ma’cha’dö

@poiesis_religare

Mateus Machado é anti-poeta, escritor e ensaísta, formado em gestão ambiental pela Faculdade Prof. Luís Rosa (Jundiaí). Em 1997 foi cofundador e diretor de cultura da AEPTI (Associação dos Escritores, Poetas e Trovadores de Itatiba-SP). Participou em antologias e na revista literária Beatrizos (Argentina), vencedor de prêmios literários, entre eles, Ocho Venado (México), e um dos finalistas do Mapa Cultural Paulista (edição 2002). Entre 2017 e 2018, foi aluno de música clássica indiana com o citarista, escritor, tradutor e poeta Alberto Marsicano. Autor dos livros publicados Origami de metal (poemas, Editora Pontes, 2005), com prefácio do poeta Thiago de Mello; A mulher vestida de sol (poemas, Editora Íbis Líbris, 2007); A beleza de todas as coisas (poemas, Editora Íbis Líbris, 2013), com prefácio de Alberto Marsicano, onde finalizou sua primeira etapa como anti-poeta; As hienas de Rimbaud (romance, Editora Desconcertos, 2018); 17 de junho de 1904 — O Dia que não amanheceu (ensaio, Editora Caravana, 2022), sobre a obra do escritor irlandês James Joyce, e Nerval (poemas, Editora Caravana, 2022), um livro de transição. Em 2023, iniciando uma nova fase no seu trabalho, publicou o primeiro livro da trilogia Poiesis Religare, intitulado YHVH, pela UICLAP, através de autopublicação. Agora, em 2025, está publicando o novo livro de poemas O Evangelho segundo as HQs, pela Editora Mondru, iniciando a sua segunda trilogia poética. Atualmente está finalizando o livro Um bode para Adonai — outro para Azazel. É autor do canal de literatura Biblioteca D Babel no YouTube.

Ficha técnica

AutoriaMateus Ma’cha’dö@poiesis_religare
EditorJeferson Barbosa@jeferson3barbosa
Capa e projeto gráficoJeferson Barbosa@jeferson3barbosa
Coordenação editorialJuliana Matos@juliana3matos
Assistente editorialKhálysto Soares@khalysto.soares
RevisãoMarcela Melo

Contato

Imprensa: imprensa@mondru.com
Site: mondru.com/livros/o-evangelho-segundo-as-hqs/