Desaparecer
- Finalista do Prêmio Candango 2025 · Melhor Capa
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Tua mãe te pegar nesse sol ela te mata, vovó falava, assim mesmo, sem pudor nenhum de falar de morte para mim, mesmo que num sentido figurado.
Sobre o livro
Dividido em três partes e narrado por um menino de treze anos, Desaparecer trata de temas como a solidão, a tristeza e a precariedade. O narrador-personagem diz na abertura que “quando uma pessoa mete na cabeça a ideia de que vai morrer não tem jeito”, e é com essa expectativa que entramos na história. O menino lida com o desaparecimento de pessoas à sua volta, nos vários sentidos que essa palavra pode assumir. E em meio a solidão dos dias e das tardes, ele traça planos, investiga um desses desaparecimentos e é levado a enfrentar a solidão. Sua prima Suzete diz a ele que há um enorme baú com as coisas do seu pai na casa dela. E essa informação, que o leva a ter dúvidas e criar hipóteses acerca da própria vida, se desdobra num acontecimento, na “vida depois”. Trata-se de uma investigação da solidão do ponto de vista da criança.
suicídio ou automutilação
Por que publicamos
Desaparecer mostra a perda vista de baixo, pelos olhos de um menino de treze anos. A voz em primeira pessoa trata de solidão, luto e precariedade com linguagem direta e coloquial, sem solenidade, e dá ao leitor a intimidade de quem observa a família de perto.
Ao tratar o desaparecimento em vários sentidos, o romance faz da infância um ponto de vista sério sobre a ausência. É literatura contemporânea que confia na força da voz e das cenas cotidianas, e por isso quisemos publicá-lo.
“Gostava mais de vô. Toda vez que eu chegava lá na casa dele, perto de meio-dia ele pedia para minha avó fazer um pratão igual ao dele para mim porque eu já era homem também. Pra ser forte tem que comer muito, ele falava. Eu sempre devolvia limpinho o prato de arroz, feijão, frango, farinha e batata. Depois que comíamos, eu ficava ali no chão, na altura dos seus pés, ouvindo suas músicas assobiadas e as batidinhas de chinelo de pneu que davam o ritmo.”
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Já aconteceram

Paulo Zan
Paulo Zan é o nome artístico de Paulo Freire, (Rio de Contas-BA, 1999), graduado em Filosofia e mestrando em Literatura e Cultura pela Universidade Federal da Bahia. Já publicou os livros Linha tênue (contos, Margem, 2022) e Trapaças (contos, Caravana, 2023). Participou das antologias de contos “Pacote de Textos” (Org. Rafael Caneca, 2021) e “Acaso literário Vol. 1” (Org. Simone Campos, 2021). É apresentador do podcast Orgulhoso Cast, além de colunista e crítico de cinema pela revista O Odisseu.
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Mondru · Novel · 80 pages
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