Para não morrer precisei te matar de mim
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eu sou o grito que ninguém percebe
Sobre o livro
Este não é um livro de poemas, é um espelho quebrado onde cada estilhaço reflete uma tentativa de amor. Nele, o eu lírio se desfaz e se refaz entre relações frágeis, narcisistas, abusivas. Palavras que não pedem licença para doer. São fragmentos de um sentir cru, que sangra e sussurra ao mesmo tempo. A cada página, uma entrega. A cada verso, uma ausência que pesa. E então, o silêncio: aquele em que se escuta o que antes se calava. O amor-próprio não chega como resposta, mas como sobrevivência. "Para não morrer, precisei te matar de mim" é travessia íntima. Mais que leitura, é encontro. Daquilo que fomos. Daquilo que suportamos. Daquilo que, enfim, escolhemos deixar. É preciso uma coragem quase selvagem para se abandonar quem não nos ama, inclusive quando esse alguém somos nós.
abuso ou violência sexual; violência explícita
Por que publicamos
Publicamos este livro pela forma como Ane Lima trabalha o fragmento: poemas curtos e outros que transbordam em bloco, no ritmo de uma voz que se desfaz e se recompõe. A linguagem é direta e física, sem ornamento desnecessário.
Há também uma escolha de escrita que nos interessa: olhar de frente a violência doméstica, o silêncio herdado e o desejo de se reconstruir sem transformar isso em lição. É uma poesia que pergunta mais do que responde e deixa espaço para o leitor se reconhecer.
“"Para não morrer precisei te matar de mim" é um livro que pulsa entre o corte e a cura. Poemas que não pedem desculpas: expõem, rasgam, silenciam, até o grito virar ausência. Ane Lima atravessa as camadas das relações: frágeis, abusivas, narcísicas para descobrir, entre os escombros, a possibilidade da cura de si como último abrigo. Não há lições aqui, apenas vestígios. Não há respostas, só espelhos onde o leitor pode se ver, partir ou permanecer. Este livro conforta, mas também fere. E é dessa ferida que nasce a cura de si.”

Ane Lima
Ane Lima é palavra que canta. Estudante de Música pelo IF Sertão-PE, traz na escrita e na voz a força do sertão e a delicadeza da alma que transborda. Asalateira de essência, é também cantora no trio Cantosdagua, contista e poeta. Autora de À Flor da Alma e coautora dos livros Manifesto Poético e Poemas para Apaixonados, Ane caminha entre notas e versos com a mesma intensidade com que vive: de peito aberto e olhos atentos ao que pulsa nas relações humanas. Em sua escrita, transforma feridas em poesia, silêncio em grito, dor em linguagem. Para não morrer precisei te matar de mim, é mais uma travessia íntima onde ela oferece não respostas, mas espelhos. Porque Ane não escreve para explicar, escreve para sentir.
A página de AneA equipe do livro.
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Bring To Stay Alive I Had to Kill You Inside Me to your language.
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Ponto de Vista · Poetry · 88 pages
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