Lá em cima do piano tinha um copo de veneno
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Eu sei quem você é, mas você não sabe quem eu sou, porque o meu mundo começa onde o seu termina.
Sobre o livro
“Lá em cima do piano tinha um copo de veneno” é uma coletânea de oito contos que exploram o lado sombrio da identidade brasileira, misturando horror, suspense e ficção científica. As narrativas mergulham em cenários que vão do Rio de Janeiro assombrado por vampiros e de um interior marcado pelos fantasmas da escravidão, até um futuro onde uma inteligência artificial desenvolve sentimentos e um presente alternativo em que um carioca inexplicavelmente esquece o português. Unindo as histórias, há um fio condutor que investiga a crueldade, os dilemas de identidade e as tensões sociais, revelando o extraordinário e o macabro ocultos no cotidiano.
violência explícita; linguagem forte; discriminação retratada; uso de drogas
Por que publicamos
Franco Alencastro reúne oito contos que usam o fantástico para olhar de frente o Brasil de hoje e o de ontem: vampiros entre o Rio e Brasília, um interior assombrado pela escravidão, um jogo da Copa, uma celebridade que só fala inglês. O gênero é a porta de entrada; do outro lado estão a crueldade cotidiana e as hierarquias que fingimos não ver.
Publicamos o livro pela variedade de registros (horror, suspense, sátira, ficção científica) e por uma prosa que sustenta o desconforto sem perder o fôlego narrativo. É literatura de gênero feita com ambição, para quem gosta de ser assustado e de pensar depois.
““Eu sei quem você é. Provavelmente volta para casa todo dia depois do trabalho, senta a bunda no sofá, abre uma gelada e não pensa mais nisso. Mas “nisso” é exatamente onde você termina e eu começo. Eu sei quem você é, mas você não sabe quem eu sou, porque o meu mundo começa onde o seu termina. Poético, né? Essa frase nem é minha, é do meu parceiro Enéas. O Enéas é metido a poeta, o que às vezes é bom e às vezes é irritante.””
““Cada pisada forte fazia com que ele pensasse mais e mais no rosto daquele moleque. O medo que sentia há apenas momentos antes já havia sido substituído por um coquetel sombrio de ressentimento e ódio. Filmes dançavam em sua cabeça em que policiais do BOPE entravam na casa do moleque, que estava rindo mexendo no celular, ele levantava lentamente o rosto enquanto o áudio do vídeo que estava assistindo continuava a tocar. O policial lançava uma bala que estourava seu peito, deixando uma rosa aberta nele, escorrendo sua seiva vermelha. Depois, ele apanhava de diversas maneiras, antes de ser jogado numa vala.””
““Fernando depois jogou mais umas pedras, e o homem deu meia-volta. Quando Lila pediu uma explicação a Fernando, ele não deu. Pegava-se volta e meia pensando naquilo. Foi, lembra-se, a primeira vez que se sentiu assustada com uma pessoa diferente de si, e contou aquilo para seus pais, que sentaram com ela para conversar. Depois que entrou na faculdade, ligou os pontos e chegou à conclusão que Fernando, criado por uma avó prussiana ranzinza e desagradável, reproduzia o racismo com que foi criado. A chance de evitar aquela variante provinciana de preconceito arraigado era um dos motivos que a levava a ser grata a seus pais por terem dado a ela a oportunidade de morar no Rio de Janeiro.””
““— Vocês sempre vêm aqui, né — ele disse. — Vêm atrapalhar nossa praia, nosso descanso, porra, nossa vida. Como se esses celulares e sei lá o que mais fossem mudar sua vida. Só que não vão. Porque você é um merda. [...] Você pode roubar as minhas coisas, mas nunca vai ser que nem eu, porque não trabalhou nem estudou. Vai continuar a ser um ninguém. Se quer conseguir alguma coisa, trabalha ou estuda. Mas tenho a impressão que agora é tarde. Você não sai vivo daqui.””
A coleção inteira.
Os 6 livros lado a lado, no mesmo tamanho: o padrão que a coleção divide e o jeito próprio de cada um.
A casa de janela estreitaSérgio Simka, Cida Simka02
OcasVitor Jardim03
Este diário pertence a: Dara CastelaniIsabelle Balduque04
RetrovertigoMarcelo de Lima05
O pintor da meia-noiteAlana G. Freitas
Lá em cima do piano tinha um copo de venenoFranco Alencastrovocê está aqui
Franco Alencastro
Franco Alencastro gosta de ler desde pequeno. Nascido e criado no Rio de Janeiro, é formado em Relações Internacionais pela PUC-Rio, e procura criar histórias que unem cenários imaginários à reflexões políticas e sociais. Em 2020, faz sua estreia pela Plutão Livros, com a ficção científica ‘Starllite’. Vive atualmente no bairro do Leme, ao lado de sua noiva e um par de gatos.
A página de FrancoA equipe do livro.
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Bring On Top of the Piano There Was a Glass of Poison to your language.
Translation, audio and adaptation rights are available. The rights sheet has the synopsis, the author bio and the book details in English.
Mondru · Short Stories · 192 pages
Do mesmo selo.
O Protocolo do Silêncio
Terra dos Sete Silêncios
Compêndio das grandes e pequenas existências
Histórias de ferro e pedra
Nem toda luz é manhã
Do outro lado da janela
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