Ocas
Por mais incrível que pudesse parecer, tinha saudades do império que violou seu corpo e sua mente de maneiras irreparáveis.
Sobre o livro
A história começa com Al Varesh, um explorador e antropólogo do Império Intergaláctico de Luso, encarregado de colonizar um “planeta azul” com uma comitiva de quinze colonizadores. Durante a viagem, sua nave é gravemente danificada, forçando uma aterrissagem turbulenta no planeta, que ele descobre ser habitado por um povo “primitivo”. Ferido, Varesh é encontrado por Naiá, uma nativa, e um mal-entendido inicial leva a um confronto devido às suas habilidades cibernéticas e à percepção dos nativos sobre ele. Enquanto se recupera e convive com a tribo, Varesh começa a aprender sobre seus costumes e ritos, o que o leva a questionar a ideologia imperialista de Luso e os “horrores” que ele mesmo testemunhou em outras colônias. A trama principal se desenrola em torno do conflito interno de Varesh entre sua missão original de colonização e a crescente compreensão e conexão com o povo nativo, levando a uma profunda reflexão sobre intervenção, moralidade e o destino de ambos os mundos.
violência explícita; discriminação retratada
Por que publicamos
Em Ocas, a ficção científica encontra uma pergunta antiga da colonização: o que acontece quando quem chega para dominar passa a escutar quem já estava ali? Vitor Jardim parte de um explorador espacial, com corpo e mente moldados por um império, e o põe diante de uma tribo que o toma por divindade, com toda a ironia e a tensão desse mal-entendido.
É um conto enxuto e de ritmo firme, que usa a narrativa de gênero para refletir sobre poder, memória e pertencimento. Publicamos por apostar numa literatura contemporânea que olha para o futuro sem esquecer as feridas do passado.
“Os horrores que vi nelas eram indescritíveis. Miscigenação forçada, escravidão, genocídio, fome…”
“Sua mente era uma zona de guerra constante.”
“Usando todas as suas forças físicas e emocionais para combater sua programação, destruiu os sistemas de comunicação da nave.”
“O povo que criou esta nave e me deixou dessa forma é muito, muito mais explorador que os brancos, Naiá! Não há como nada de bom sair disso.”

Ficção científica
Narrativas que exploram futuros possíveis, mundos alternativos, inteligência artificial, viagens no tempo, experimentos científicos e paradoxos tecnológicos. Questionam a realidade a partir da lógica, da ciência e da imaginação crítica.
A coleção inteira.
Os 6 livros lado a lado, no mesmo tamanho: o padrão que a coleção divide e o jeito próprio de cada um.

Vitor Jardim
Nascido no Rio de Janeiro em 1999, Vitor Jardim formou-se em Letras – Formação de Escritor pela PUC-Rio em 2022. Seu TCC foi o livro de contos de ficção surrealista “Pré-nomes”, publicado em 2023 pela Editora Multifoco, do Rio de Janeiro. Atualmente, cursa um mestrado em Comunicação – Mídias Criativas na UFRJ, em que pesquisa sobre a representação de narrativas de pessoas em situação de refúgio em histórias em quadrinhos.
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Lentes · Short Stories · 56 pages
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