O relógio sem ponteiro narra tempos distorcidos
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Sonhava com dias em que seu tempo estivesse certo, dias nos quais andaria no ritmo ideal sem que ninguém pudesse ultrapassá-lo.
Sobre o livro
O relógio sem ponteiro narra tempos distorcidos, organiza cinco contos, histórias curtas sobre a entidade Tempo. Futuros possíveis, horas significantes dentro e fora da cronologia e da realidade da qual existimos no presente momento. Personagens fictícios em diferentes contextos e momentos lidam com seus desafios, seja a história de dois amigos que tentam sobreviver dentro de uma realidade hostil de um tempo futuro, seja o desafio de Magaia em seguir seus anseios e ir atrás do Senhor Tempo para que este lhe dê as respostas para suas angústias. De formas diferentes, a entidade Tempo é a protagonista dessas histórias e contos poéticos, mostrando-se indefinível, imutável e incontrolável, perpassando sociedades de autoridades controladoras e angústias de um jovem que sonha em ter o mesmo desabrochar das pessoas ao seu redor.
Por que publicamos
Cinco contos, um mesmo fio: o Tempo como entidade que ninguém controla. Em cidades privatizadas, num vilarejo organizado em torno de um templo, numa nave rumo a outro planeta, as personagens medem a vida por relógios que não batem com os dos outros. O livro faz dessa defasagem matéria de ficção especulativa e de lirismo.
Publicamos pela ousadia de forma e pela variedade de vozes: narração em terceira pessoa, entrevista, texto em segunda pessoa, cada conto procurando seu próprio ritmo. É uma leitura que une imaginação de futuro, atenção a corpos e desejos e uma pergunta simples: quem decide a hora de cada um?
“A vida à sua volta caminhava num instante, assim como a própria vida, que parecia estancar em ciclos facilmente superados por quem estava ao seu redor. A vida passava num instante e ele continuava perdido, sem perceber como havia ficado para trás outra vez. Sonhava com dias em que seu tempo estivesse certo, dias nos quais andaria no ritmo ideal sem que ninguém pudesse ultrapassá-lo.”

Ficção científica
Narrativas que exploram futuros possíveis, mundos alternativos, inteligência artificial, viagens no tempo, experimentos científicos e paradoxos tecnológicos. Questionam a realidade a partir da lógica, da ciência e da imaginação crítica.

Adeola Adewole
É nascida e criada na cidade de São Paulo, SP e gosta de escrever e criar histórias basicamente desde que aprendeu a ler e, mesmo antes disso, já tinha o costume de ouvir narrativas dos livros infantis que sua mãe lia para ela e seu irmão antes de irem dormir. Todos esses aspectos influenciaram em sua criatividade em criação de universos paralelos, assim como seu hábito precoce de escrever em diários sempre a estimulou a evoluir em sua escrita. Professora graduada e mestranda em literatura, sempre da um jeito de se manter escrevendo, mantendo aceso seu sonho de infância: ter a escrita criativa como uma profissão também.
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Lentes · Short Stories · 80 pages
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