Pequi Roído
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Todo poeta é um perigo, seja municipal, estadual, federal ou internacional.
Sobre o livro
Em Pequi Roído, Reyther Vilard reúne poemas que combinam rigor e invenção: falsos sonetos, versos livres “picotados”, linguagem coloquial, autoironia, referências pop e experiências de feição concretista compõem um repertório formal variado e consciente. A obra faz dialogar tradição e contemporaneidade — de Safo de Lesbos a um epígrafe de Carlos Drummond de Andrade — sem perder o lastro regional do Cerrado. Entre a cidade e a roça, a cena urbana e o quintal, o livro percorre Ítaca, Macondo, Gotham e Pasárgada para regressar a Goiás, em viagens que tornam o local um espelho do universal. O resultado é um livro que pensa o amor, a linguagem e a pertença com dicção própria: atento às heranças, aberto ao risco, fincado no Cerrado e voltado ao mundo. Uma poesia que seduz pela forma e convence pela inteligência — sem promessas fáceis, apenas a de uma leitura exigente e prazerosa.
Por que publicamos
Pequi Roído chama a atenção pela liberdade com que move a forma. Falsos sonetos, versos livres fragmentados, ironia, linguagem coloquial, referências pop e gestos concretistas convivem no mesmo livro, sem perder o diálogo com a tradição, de Safo a Drummond.
Publicamos este livro porque ele faz do local um espelho do universal. O amor e a linguagem atravessam o Cerrado e a cidade, entre ternura e desencanto, com humor e inteligência. É uma poesia que se lê com prazer e pede atenção.
“Pequi Roído é, ao mesmo tempo, promessa e provocação. Reúnem-se aqui poemas que escapam às categorias tradicionais sem nunca perder o diálogo com elas. Entre falsos sonetos e versos livres picotados, lampejos concretistas e um lirismo que flerta com a coloquialidade, o livro revela um poeta consciente de sua tradição, mas disposto a rir dela quando necessário. O leitor encontrará nesta obra um curioso jogo de tensões: o sublime convive com o prosaico, o amor se disfarça de receita de pamonha, e a crítica social surge em meio a imagens de Goiânia que oscilam entre desencanto e ternura . Esse trânsito entre a cultura erudita — de Safo a Drummond — e o chão cotidiano do Cerrado produz uma poesia que se recusa a escolher entre solenidade e humor. Aqui, que a poesia pode ser séria sem ser sisuda, irônica sem ser leviana. A mordida no pequi, que dá título ao livro, é metáfora precisa: o sabor é intenso, o espinho inevitável, e a experiência, mesmo com certo desconforto, permanece viva na memória do leitor.”
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Já aconteceram

Reyther Vilard
Reyther Vilard é goiano, formado em História pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Começou a se interessar por poesia ainda jovem, no colégio, quando iniciou sua pesquisa sobre grandes movimentos poéticos da literatura brasileira. Um poeta atento ao cotidiano que procura extrair seus versos da realidade que o cerca. Seu primeiro livro de poemas, intitulado “Ao Vicent”, foi publicado em 2022.
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Mondru · Poetry · 72 pages
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