Paz e Guerra
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Lembre-se de que existe ainda beleza no meio da maior das atrocidades.
Sobre o livro
Paz & Guerra é uma antologia de histórias que tratam de dualidades complementares que permeiam a existência humana: paixão e ódio; amor e violência; loucura e banalidade; angústia e prazer; fé e desamparo; rebeldia e impotência; desânimo e felicidade; e, claro, paz e guerra. Mais do que os limites entre essas aparentes dicotomias, o livro explora o quanto tais dualidades não são mais que ficções, pois a realidade não cabe em uma perspectiva monocromática, e todos os opostos são preenchidos pela sua antítese. Assim, não há nada tão vil que não guarde em si algo de bom, nem virtude que não possa ser vício, nem bom-senso sem loucura. Essa ilusória oposição é a tinta com que são desenhadas todas as histórias desse livro, que aparecem em uma variedade de estilos. Todas, porém, partem da mesma realidade, brasileira e cotidiana, observando como essas supostas contradições direta ou indiretamente permeiam o nosso dia-a-dia.
violência explícita; abuso ou violência sexual; linguagem forte; suicídio ou automutilação; discriminação retratada
Por que publicamos
Paz & Guerra reúne contos, monólogos e poemas que vão do realismo duro à fantasia, sempre ancorados no cotidiano brasileiro. A variedade de formas não é vitrine: cada texto testa um jeito diferente de olhar para o conflito, dentro e fora de nós.
Publicamos o livro porque ele recusa as respostas fáceis. Em vez de separar o bem do mal ou a dor da esperança, observa como um habita o outro e confia que o leitor sabe lidar com essa ambiguidade.
“Ademais, dedico as páginas que se seguem para todos aqueles que travam cotidianamente as mais difíceis batalhas. Nossos sofrimentos e angústias às vezes somem na realidade mundana do dia-a-dia, mas saiba, ó Caro Leitor, que elas não são menos reais por isso. Seja pelas frustrações com o que nunca chegou a ser, as emoções conturbadas que bagunçam a mente ou os segredos mais inexprimíveis do coração, é para você, que luta sua própria Guerra diariamente, que esse livro foi feito. Por fim, ó Caro Leitor, lembre-se também que as coisas são, agora, de maneira absoluta e imperativa, e toda sua luta não deve te impedir de viver a vida. Lembre-se de que existe ainda beleza no meio da maior das atrocidades. Existe poesia no concreto do dia-a-dia. Existe crescimento dentro do sofrimento. E existe Paz junto de toda Guerra.”
“Eu acho que a coisa mais importante da história toda é a ideia de que o amor nasce mesmo em situações críticas. Life finds a way e tudo isso. Existe beleza e poesia no mundo apesar de todas as coisas ruins. Mesmo em todas as coisas ruins. É na guerra entre as duas famílias que Romeu e Julieta se apaixonam. E a nossa situação não é muito melhor. A Síria tá em guerra já faz mais de uma década, genocídios, atentados, violência, isso continua presente no nosso mundo tanto quanto no de Shakespeare. E, ainda assim, existe beleza na vida, existem ainda coisas maravilhosas que dão sentido à vida. Amanhã eu posso ir para um trabalho horrível ou até ser convocado pra lutar numa guerra sem sentido em algum país distante, mas hoje eu tô aqui, comendo uma comida maravilhosa, com uma das pessoas mais incríveis que eu já conheci. Romeu e Julieta morrem no final, amor, mas isso não importa, porque eles se amam em algum momento. De maneira torpe, insuficiente, desvirtuada, inconsequente e quantos outros adjetivos ruins que você conseguir enquadrar. Mas ainda existe um amor ali que é, afinal de contas, toda a história dos dois, que supera todos os problemas da vida e fazem eles felizes por algum tempo.”
““Salve a poesia”, ele dizia, mesmo quando o carro preto de vidros pretos o sugou para a noite negra. A família à porta de casa, a mulher e as três crianças, assistiram ele ir embora com a dor e a paixão. A criança mais jovem ainda não conseguia entender o que seu pai dizia, mas, à bem da verdade, nenhuma delas conseguia ainda compreender verdadeiramente seu significado. “Salve a poesia”, ele dizia, todos os dias, na cadeia. Recitava para nós todos os poemas de que conseguia lembrar, incluindo os seus. Drummond era seu poeta preferido – e, claro, passou a ser o nosso também. Bem, depois dele próprio, claro. “Salve a poesia”, ele dizia, enquanto o jogavam sozinho no camburão e fechavam as portas para sempre. Seu rosto era marcado pela dor, pela fome, pelo sofrimento. Mas a sombra de um sorriso ainda brincava com seus lábios finos. E mesmo com toda a dor, seus olhos brilhavam, um brilho que nunca, ninguém conseguiria apagar.”
“Talvez nosso erro é que somos humanos demais. Exageramos no id, ego e superego, nas emoções. A vida é tão sublime, perfeita: nascemos, crescemos, sentimos, e, enfim, damos nosso espaço para outrem. Mas a saudade aperta no peito, e a sinceridade escorre pelo rosto e mancha a calça. Não é tristeza, mas nostalgia. É esse não ser tão ensurdecedor, tão enlouquecedor. Vivemos, ou achamos que vivemos, e talvez nunca tenhamos certeza. Talvez nosso erro seja insistir. Talvez nosso erro seja existir. Talvez não seja erro nosso errar. Talvez a vida seja perfeita demais para compreender o erro, e nós é que damos tal nome para aquilo que nos desagrada. Talvez não devêssemos temer a morte.”
A coleção inteira.
Os 9 livros lado a lado, no mesmo tamanho: o padrão que a coleção divide e o jeito próprio de cada um.
Os teus olhos estarão sobre mimMarcos J. Custódio02
Fogaréu LilásSilvana Colombelli Parra Sanches03
Um organismo ainda mais baixoea assumpção04
Pedras espalhadas pelo caminhoNelson Lourenço05
Brasil, Baronial ou varonilRodrigo Celestino Rocha06
Contos do Nordeste AntigoWagner Pires07
SuturaMarcel Vieira08
A última AméricaTiago Chaves
Paz e GuerraHenrique Dottolyvocê está aquiOnde este livro esteve.
Eventos, mesas e sessões de autógrafos em que o livro foi apresentado.
Já aconteceram

Henrique Dottoly
Henrique Dottoly é o pseudônimo de Henrique Moric Vilela Mariano, escritor desde criança, professor formado em Direito e História. Publicou seu primeiro conto com cerca de 13 anos e lançou seu primeiro livro, “Dois Dedos de Poesia para Abrir o Apetite”, em 2019. Sua escrita é majoritariamente prosa, mas, às vezes, a alma transborda demais pra manter as sentenças longas, então se rende ao lirismo da poesia. Por meio de antologias e coletâneas, já publicou diversos contos e poesias.
A página de HenriqueA equipe do livro.
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Bring Peace and War to your language.
Translation, audio and adaptation rights are available. The rights sheet has the synopsis, the author bio and the book details in English.
Mondru · Short Stories · 144 pages
Do mesmo selo.
O Protocolo do Silêncio
Terra dos Sete Silêncios
Compêndio das grandes e pequenas existências
Histórias de ferro e pedra
Nem toda luz é manhã
Do outro lado da janela
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